O primeiro-ministro do Canadá, Carney, declarou o desejo de fazer do seu país um “farol” num período de “declínio democrático”.
É assim mais uma voz a afirmar, assumidamente, que a democracia está em perigo. O ex-presidente dos EUA, Obama, veio dizer o mesmo.
A América de Trump deu o pontapé de saída para um processo de uma nova configuração de alianças. Ameaça inclusive invadir um território de um país aliado (Gronelândia).

Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional (ANIR)
Aos olhos da opinião pública, a União Europeia parece que não sabe bem o que quer. Que não tem uma visão e uma estratégia. Será? Ou a UE está a querer decidir-se pelo caminho da neutralidade?
O mundo não voltará a ser o mesmo. E não tem necessariamente de ser para pior.
As influências das grandes potências vão definir o novo mapa. China por um lado, EUA por outro. Serão as duas superpotências que vão procurar aliados.
Aos olhos da opinião pública, a União Europeia parece que não sabe bem o que quer. Que não tem uma visão e uma estratégia.
Será?
Ou a UE está a querer decidir-se pelo caminho da neutralidade?
Tendo presente a iniciativa do aliado de sempre, sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial (EUA), de decidir deixar de o ser, esta nova posição poderá ter deixado a UE de mãos livres para decidir o que mais interessa aos seus cidadãos, empresas, e interesses geopolíticos.
Oportuno lembrar a nova aliança comercial com os países sul-americanos do bloco MERCOSUL, com o Brasil à cabeça, que cria o maior mercado do mundo. A aproximação assumida à Índia vai ser muito importante. Os acordos com o Canadá também estão na agenda.
Talvez os líderes da União Europeia não estejam distraídos e sem rumo definido.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, é um negociador experiente.
A ver vamos. Devemos confiar que a UE sairá reforçada desta nova ordem mundial.
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