O novo pré-aviso vai abranger vários períodos entre setembro e janeiro de 2026, deixando antever constrangimentos para quem viajar nos próximos meses. Lisboa deverá ser a região mais afetada.
Novo pré-aviso do SIMA para o setor aeroportuário
Poucos dias depois de terem sido canceladas as greves previstas para agosto pelos trabalhadores da Menzies (antiga Groundforce) nos aeroportos nacionais, surge um novo aviso. O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) entregou um pré-aviso de greve para o período entre 3 de setembro e 2 de janeiro de 2026.
A Menzies, que assegura serviços de assistência em terra nos principais aeroportos portugueses, emprega milhares de trabalhadores que lidam diariamente com bagagens, abastecimento de aeronaves e apoio às operações de pista. O impacto de greves neste setor é, por isso, particularmente sensível para as companhias aéreas e para os passageiros.
Reivindicações apresentadas pelos trabalhadores
No pré-aviso, os trabalhadores exigem o fim dos salários abaixo do mínimo nacional, atualmente fixado em 870 euros, bem como aumentos salariais generalizados. Entre as reivindicações está ainda o pagamento das horas noturnas e a manutenção do acesso ao parque de estacionamento, um benefício que consideram essencial para quem trabalha em regime de turnos.
A informação foi avançada pela agência Lusa e citada pelo Notícias ao Minuto, que sublinham que este braço-de-ferro entre o sindicato e a empresa já se arrasta há vários meses, sem que tenha sido alcançado um entendimento.
Calendário de greves entre setembro e janeiro
O novo calendário de paralisações é extenso e cobre praticamente todas as semanas entre setembro e o início de janeiro. Em setembro, as greves estão marcadas para 3 a 9, 12 a 15, 19 a 22 e 26 a 28. Em outubro, os períodos incluem 3 a 6, 10 a 13, 17 a 20, 24 a 27 e de 31 de outubro a 3 de novembro. Já em novembro e dezembro, as paralisações prolongam-se quase sem interrupções, com datas que vão de 7 a 10, 14 a 17, 21 a 24, 28 de novembro a 1 de dezembro, 5 a 8, 12 a 15 e, finalmente, 19 de dezembro a 2 de janeiro de 2026.
Ao todo, o calendário apresentado abrange cerca de 60 dias de greve, algo que não tem precedentes recentes neste setor em Portugal. Caso se mantenha sem acordo, este poderá ser um dos mais prolongados períodos de instabilidade laboral no setor da aviação nacional.
Antecedentes recentes e cancelamentos em agosto
Este novo calendário surge logo após as paralisações dos últimos dois meses, que aconteceram entre 25 e 28 de julho e de 8 a 11 de agosto. Estavam ainda previstas mais greves até ao final de agosto, mas foram canceladas em 13 de agosto, segundo a agência Lusa.
Os cancelamentos anteriores deveram-se a negociações de última hora, mas os sindicatos endurecem agora a sua posição, defendendo que as propostas da empresa ficaram aquém das expectativas dos trabalhadores.
Impacto esperado e recomendações aos passageiros
O aeroporto de Lisboa deverá ser o mais afetado, já que ali trabalham cerca de dois mil dos 3.500 funcionários da Menzies. Também o Porto e Faro podem registar constrangimentos, embora de menor dimensão, devido à concentração de trabalhadores na capital.
Para evitar complicações, recomenda-se a chegada com quatro horas de antecedência para voos intercontinentais e três horas para rotas europeias. Companhias aéreas como a TAP e a easyJet, que dependem fortemente destes serviços de handling, já admitem que poderão ser necessárias medidas extraordinárias para minimizar os efeitos das greves.
Caso as paralisações avancem, os passageiros devem ainda acompanhar regularmente a informação disponibilizada pelas transportadoras e pelos aeroportos, uma vez que podem ocorrer alterações de horários ou cancelamentos de voos em cima da hora.
Leia também: Nem Aquashow nem Zoomarine: este parque aquático no Algarve está quase a fechar e há bilhetes a 16€
















