O fornecimento de eletricidade vai ser interrompido este domingo, dia 9 de novembro, em várias zonas do país, afetando milhares de consumidores domésticos e empresariais. A interrupção, que acontecerá entre as 5 h e as 11 h, foi anunciada pela E-Redes e deve atingir municípios como Lisboa, Oeiras, Sintra, Tomar, Faro, Lagos e Olhão. De acordo com a empresa, a suspensão temporária do serviço deve-se a trabalhos programados na rede de distribuição.
A pensar nas consequências que a falta de energia pode trazer, sobretudo para a conservação de alimentos, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) elaborou, em conjunto com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), um guia de boas práticas que indica como agir durante e após uma falha elétrica. As recomendações destinam-se a estabelecimentos de restauração, mas são igualmente úteis para as famílias.
Pequenos gestos que ajudam a evitar o desperdício
Antes de qualquer interrupção prevista, é possível minimizar perdas com alguns cuidados simples. O Expresso cita este guia que explica que manter uma reserva de gelo ou acumuladores térmicos no congelador ajuda a prolongar a refrigeração em caso de falha elétrica. Também é útil organizar os alimentos por tipo, separando os perecíveis dos restantes, para facilitar a triagem caso seja necessário deitar algo fora.
Segundo a mesma fonte, estas práticas são especialmente relevantes em restaurantes e hotéis, mas também podem ser aplicadas em casa. A prevenção, recorda a ASAE, é a forma mais eficaz de garantir a segurança alimentar e reduzir o desperdício durante uma falha temporária de energia.
O que fazer enquanto o frigorífico está desligado
Segundo a mesma fonte, a regra fundamental é manter o frigorífico fechado durante o período sem eletricidade. O equipamento consegue preservar o frio por cerca de quatro horas se não for aberto. Cada abertura acelera a perda de temperatura e aumenta o risco de deterioração dos alimentos perecíveis, como carne, peixe, laticínios e refeições prontas.
A ASAE e a AHRESP aconselham ainda que, antes da interrupção, se agrupem os produtos mais sensíveis nas zonas mais frias do frigorífico. Segundo a mesma fonte, ter termómetros nos equipamentos pode ajudar a confirmar se a temperatura se mantém segura após o restabelecimento da energia.
Congelador: quanto tempo aguenta e o que se pode aproveitar
Quando se trata do congelador, o tempo de resistência é maior. Conforme a ASAE, um congelador cheio e com boa vedação mantém a temperatura até 48 horas, mas se estiver apenas a meio, o tempo reduz-se para cerca de 24 horas.
Os alimentos que descongelem total ou parcialmente não devem ser recongelados. Devem ser consumidos logo que possível, desde que não apresentem alterações de cor ou cheiro. Já os produtos que se mantenham abaixo dos -15 graus ou apenas parcialmente congelados podem continuar seguros para consumo.
Como descartar o que já não está bom
Quando há dúvidas sobre a segurança dos alimentos, as autoridades recomendam o descarte imediato. Segundo o Expresso, os produtos que apresentem sinais de deterioração devem ser isolados dos restantes e identificados como impróprios para consumo. A medida, reforça a ASAE, é essencial para evitar riscos de contaminação, sobretudo nos estabelecimentos de restauração.
A mesma fonte salienta ainda que a regra “na dúvida, descartar” deve ser aplicada tanto por profissionais como por consumidores domésticos. O objetivo é garantir que apenas alimentos seguros são mantidos após o corte de energia.
Com os trabalhos da E-Redes programados para este domingo, as autoridades lembram que uma preparação simples pode fazer a diferença entre preservar ou perder o que está no frigorífico. Planeamento, vigilância da temperatura e respeito pelas orientações de segurança são as chaves para ultrapassar o apagão sem prejuízos alimentares.
















