O aparecimento de um halo lunar, visível na noite de sábado, 31 de janeiro, em várias regiões do país, chamou a atenção de muitos portugueses e despertou curiosidade sobre a origem deste fenómeno atmosférico pouco comum.
Este fenómeno foi observado em diferentes pontos do território nacional, com a Lua rodeada por um círculo luminoso bem definido, criando um cenário marcante no céu noturno e levando muitos cidadãos a partilhar imagens e comentários.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o halo é um fenómeno ótico que surge sob a forma de anel ou arco luminoso, provocado pela refração da luz em cristais de gelo em suspensão na atmosfera.
Como se forma um halo lunar
Segundo a explicação disponível no site oficial do instituto, “o halo, constituído por um anel luminoso centrado no Sol ou na Lua, é causado pela presença de nuvens do tipo cirrostratus”. Estas nuvens encontram-se a grande altitude e contêm cristais de gelo que desviam a luz ao atravessá-los.
A mesma fonte esclarece ainda que o fenómeno depende do ângulo com que a luz solar ou lunar incide sobre essa camada de nuvens. Nem todos os ângulos produzem halos, sendo esta uma das razões pelas quais o fenómeno não é observado com frequência.
De acordo com a literatura dos observatórios meteorológicos, os halos mais comuns formam-se com um ângulo de cerca de 22 graus, o que explica o tamanho relativamente uniforme destes círculos luminosos no céu.

Um sinal conhecido da sabedoria popular
Muito antes das explicações científicas, o fenómeno já fazia parte da tradição popular. Entre os mais antigos, é habitual ouvir-se o ditado: “Círculo na lua, água na rua”, associando o aparecimento do halo à chegada de chuva.
Esta crença tem alguma base meteorológica, uma vez que as nuvens cirrostratus estão frequentemente associadas à aproximação de frentes meteorológicas e a alterações do estado do tempo nas horas ou dias seguintes. De acordo com o IPMA, apesar de não ser um indicador infalível de precipitação, o halo lunar continua a ser um dos fenómenos atmosféricos que mais fascínio desperta, juntando ciência, tradição e observação direta do céu.
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