Os atrasos nas filas de controlo de fronteira no aeroporto de Lisboa estão a gerar nova polémica. A Ryanair voltou a criticar o Governo português, alertando que os passageiros chegam a demorar tanto tempo nas filas a sair do avião neste aeroporto como durante o próprio voo. A companhia irlandesa exige mais agentes no terreno e portões eletrónicos a funcionar em permanência, sob pena de o verão de 2026 se tornar caótico.
De acordo com o Jornal Económico, site especializado em economia, a diretora de comunicação da Ryanair, Jade Kirwan, considera “completamente inaceitável” que os passageiros enfrentem esperas de duas a três horas no aeroporto Humberto Delgado. “É absurdo que os passageiros demorem tanto tempo a sair do aeroporto quanto demoraram na viagem”, afirmou a responsável.
Ryanair pede medidas urgentes
A companhia aérea, que opera em mais de 230 aeroportos em toda a Europa, sublinha que esta situação é única. “Este problema não existe em mais lado nenhum. Há atrasos pontuais noutros países, mas não filas sistemáticas de duas horas e meia”, criticou Jade Kirwan, citada pelo Jornal Económico.
A Ryanair teme que a situação venha a prejudicar a imagem de Portugal como destino turístico. “No caso de férias curtas, quem é que vai querer esperar três horas em Lisboa, quando é muito mais rápido em Madrid ou Barcelona?”, questionou a executiva, alertando que esta demora pode afastar visitantes.
Problema já identificado, mas ainda sem solução
Segundo a mesma fonte, a empresa garante que o Governo e a ANA (Aeroportos de Portugal) têm conhecimento do problema há vários meses, mas as falhas persistem. “Sabem os voos com um ano de antecedência, sabem o tráfego de entrada e saída. A falta de planeamento é que está a causar este caos”, sublinhou Jade Kirwan.
Para a companhia aérea, há duas soluções óbvias: reforçar o número de agentes no controlo de fronteiras e garantir que os portões eletrónicos funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. “Se estiverem todos a operar, com um número reduzido de agentes de apoio, seria suficiente para aliviar a pressão”, acrescentou.
Verão de 2026 em risco
A Ryanair lembra que o próximo verão será particularmente exigente devido ao aumento do tráfego previsto com o regresso das férias escolares no norte da Europa. “Estamos preocupados com as próximas semanas e com o verão de 2026. O Governo precisa de garantir que estas cenas não se repetem”, alertou a executiva.
A transportadora diz ter mantido contacto com a ANA, mas sublinha que “a bola está agora do lado deles para tomarem medidas concretas”.
Portugal sob pressão internacional
O Jornal Económico refere que esta é já a segunda vez, em poucos meses, que a Ryanair critica as autoridades portuguesas sobre o funcionamento do aeroporto de Lisboa.
A companhia teme que as longas filas penalizem não só os passageiros, mas também a perceção internacional de Portugal como destino competitivo e eficiente.
Para Jade Kirwan, a questão é também de reputação. “Pagamos para que os passageiros sejam processados rapidamente no Terminal 1 e, em vez disso, enfrentam duas horas e meia de espera. É preciso agir agora”, concluiu.
Leia também: Estes reformados estão em risco de perder a pensão em 2026: saiba se está na lista
















