O Governo decidiu prolongar o estado de calamidade até 15 de fevereiro, em resposta às condições meteorológicas adversas que continuam a afetar várias regiões do país após a passagem da tempestade Kristin. Inicialmente previsto para terminar a 8 de fevereiro, este prolongamento surge na sequência de alertas de risco extremo de cheias e da necessidade de manter a assistência às populações afetadas.
Este prolongamento permite a mobilização coordenada de todos os meios disponíveis, incluindo bombeiros, forças de segurança, militares, equipas de saúde, serviços da Segurança Social e autarquias locais, de acordo com informações do site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Foi ainda decretada a situação de contingência nas zonas mais vulneráveis, uma medida que visa reforçar a capacidade de resposta em áreas onde o risco de inundações permanece elevado.
Cenário para os próximos dias
As previsões indicam precipitação intensa e persistente nos próximos dias, sobretudo nas regiões Centro e Oeste. Os solos continuam saturados, o que aumenta significativamente o risco de cheias em bacias hidrográficas já afetadas pela tempestade.
A população é chamada a manter-se informada através de canais oficiais, evitar deslocações desnecessárias e não atravessar zonas inundadas, quer a pé quer de carro. É igualmente aconselhável afastar-se de cursos de água e zonas ribeirinhas e seguir rigorosamente as orientações das equipas de proteção civil locais.
Como reportar prejuízos
Particulares, empresas e municípios já podem comunicar os danos provocados pelo mau tempo através de plataformas digitais disponibilizadas pelas autoridades.
Este levantamento urgente é conduzido pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional em articulação com os municípios, o Instituto Nacional de Estatística e a Proteção Civil.
O registo atempado dos prejuízos é fundamental para aceder aos apoios financeiros e medidas de compensação aprovadas pelo Governo, que destinou um pacote de 2,5 mil milhões de euros para apoiar cidadãos, empresas e autarquias afetadas.
Foi criada também uma Estrutura de Missão para a Reconstrução da região Centro, sediada em Leiria e coordenada por Paulo Fernandes desde 2 de fevereiro, responsável pelo acompanhamento e apoio às populações e entidades locais.
Municípios abrangidos
Entre os concelhos abrangidos pelo estado de calamidade estão Leiria, Coimbra, Marinha Grande, Figueira da Foz, Batalha, Alcobaça, Nazaré, Santarém, Torres Vedras, Peniche, Castelo Branco e Covilhã, num total de 69 municípios predominantemente nas regiões Centro e Oeste.
Estas zonas foram fortemente atingidas pela ciclogénese explosiva da tempestade Kristin e continuam vulneráveis a cheias devido à saturação dos solos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Tal como refere a ANEPC, cumprimento das orientações de proteção civil mantém-se essencial. As autoridades recomendam reportar prejuízos pelas plataformas oficiais e acompanhar as atualizações meteorológicas para minimizar riscos e garantir acesso aos apoios disponíveis, de acordo com a mesma fonte.
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