Nos últimos dias, o Sol voltou a mostrar a sua força, com um fenómeno pouco comum, conhecido como “buraco coronal”, lançou vento solar em direção à Terra e provocou uma tempestade geomagnética que se fez sentir em várias regiões do planeta. Para os especialistas citados pelo Olhar Digital, site brasileiro especializado em tecnologia e ciência, não é apenas o espetáculo das auroras que deve prender a atenção, mas também os riscos que estas ocorrências podem trazer para sistemas de comunicação e satélites.
A “borboleta gigante” que se formou no Sol
No dia 11 de setembro, abriu-se uma fissura na atmosfera solar que rapidamente chamou a atenção dos astrónomos. Segundo a mesma fonte, assumiu a forma de uma borboleta com quase 500 mil quilómetros de extensão, o suficiente para acomodar 40 Terras alinhadas. Foi essa abertura que libertou o vento solar em direção ao nosso planeta, desencadeando uma tempestade geomagnética intensa no Hemisfério Norte.
Tempestade de classe G3 já atingiu a Terra
De acordo com o site Olhar Digital, o impacto do material ejetado resultou numa tempestade geomagnética classificada como G3, considerada forte numa escala que vai até G5. Apesar de a intensidade já ter começado a diminuir, o fenómeno ainda não terminou por completo e continua a gerar instabilidade na atmosfera terrestre.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) acrescentou que estas tempestades podem provocar falhas intermitentes de navegação por satélite, problemas em sistemas de comunicação e até arrasto em satélites em órbita baixa.
Auroras em latitudes improváveis
Além dos riscos tecnológicos, o episódio trouxe também um espetáculo natural invulgar. Auroras boreais foram avistadas em latitudes muito mais baixas do que o normal, alcançando partes do Reino Unido e até estados do norte dos EUA.
Ainda que a atividade geomagnética deva diminuir, os especialistas não afastam a possibilidade de novos episódios nos próximos dias, com a ocorrência de auroras esporádicas até meio da semana.
Riscos e consequências para a Terra
Segundo a NOAA, tempestades deste tipo podem ter impacto direto nas redes elétricas e em equipamentos sensíveis, embora as consequências mais severas ocorram apenas em episódios extremos. Quando atingem níveis mais elevados, estas tempestades podem mesmo provocar apagões e falhas generalizadas.
Apesar dos riscos, para a maioria da população os efeitos mais visíveis são as auroras. Este espetáculo de luzes coloridas, conhecido como aurora boreal no hemisfério norte e aurora austral no hemisfério sul, continua a ser um dos fenómenos mais deslumbrantes associados à atividade solar.
Mais tempestades a caminho?
As projeções apontam para que as condições solares continuem ativas. Embora a intensidade da tempestade atual esteja a decrescer, há possibilidade de novas erupções solares lançarem material em direção à Terra, como explica o Olhar Digital.
A monitorização constante feita por plataformas como a NOAA com será essencial para avaliar os riscos e alertar as populações e operadores de satélites.
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