Na aldeia do Rogil, em Aljezur, surgiu um bolo que se tornou presença obrigatória nas mesas de Natal da região. Chama-se Bolo-príncipe e nasceu há cerca de uma década na Pão do Rogil, a padaria mais antiga da localidade.
O seu sucesso deve-se a um ingrediente muito característico da Costa Vicentina: a batata-doce Lyra, que confere ao bolo um sabor e uma textura que se distinguem das restantes ofertas do mercado.
Uma versão vegana
Este Natal, a Pão do Rogil decidiu acrescentar um novo capítulo à história do Bolo-príncipe com o lançamento do Bolo-princesa. Segundo o Expresso, trata-se de uma versão vegana do clássico, enriquecida com creme de batata-doce e frutos secos.
No topo do bolo, estrelas de figos surgem como pequenas joias que lembram uma tiara, destacando-se pela apresentação cuidada.
A padaria garante que este novo bolo mantém todo o sabor a que habituou os clientes, com a particularidade de ser cozido em forno a lenha, preservando o caráter artesanal da confeção.
Outros sabores da tradição local
Para além do Bolo-príncipe e do Bolo-princesa, a Pão do Rogil mantém entre os produtos favoritos o pão tradicional e os pastéis de batata-doce e alfarroba, a que se juntaram recentemente os pastéis de bolota.
Segundo a mesma fonte, a receita do Bolo-príncipe continua a ser um segredo bem guardado pela equipa, refletindo o cuidado em preservar a autenticidade e a ligação à tradição local.
Símbolo natalício da Costa Vicentina
O Bolo-príncipe tornou-se, ao longo dos anos, num verdadeiro símbolo da Costa Vicentina. A padaria pretende que esta especialidade natalícia represente a região da mesma forma que outros doces tradicionais simbolizam diferentes territórios portugueses.
A criação do Bolo-princesa surge como forma de alargar o leque de opções sem comprometer a identidade original da receita, conciliando inovação e tradição num único produto.
De acordo com o Expresso, a procura pelo Bolo-príncipe tem aumentado de forma consistente nos últimos anos. A padaria continua a apostar na valorização dos ingredientes locais e na preservação do segredo da receita, reforçando assim a ligação à Costa Vicentina e à sua gastronomia.
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