O código PIN é a primeira linha de defesa do cartão Multibanco, funcionando como uma chave pessoal que permite a realização de operações presenciais, como levantamentos e pagamentos em terminais físicos. Contudo, muitos utilizadores continuam a optar por combinações simples e facilmente previsíveis, o que pode comprometer a segurança das suas contas.
Risco acrescido com códigos óbvios
O código do cartão Multibanco, composto por quatro dígitos, é essencial para validar transações no mundo físico, mas não serve para operações online, que exigem camadas adicionais de segurança. Ainda assim, a escolha de números demasiado comuns, como “1234” ou datas de nascimento, facilita a vida dos cibercriminosos, especialmente em situações de perda ou roubo do cartão.
Especialistas alertam para a importância de selecionar códigos difíceis de adivinhar e de proceder a alterações periódicas. A Marketeer destaca que, apesar do elevado número de combinações possíveis, padrões repetidos continuam a ser muito comuns e por isso visados.
A tecnologia facilita ataques
Com o avanço da inteligência artificial, o tempo necessário para testar combinações PIN foi drasticamente reduzido, transformando um processo que antes era lento numa ameaça imediata. Assim, combinações previsíveis tornam-se vulneráveis a ataques automatizados que tentam rapidamente todas as possibilidades.
Dados preocupantes sobre a escolha dos PIN
Segundo um estudo citado pela mesma fonte, que analisou milhões de palavras-passe numéricas retiradas de bases de dados comprometidas, 11% dos códigos PIN analisados eram “1234”. Além disso, mais de um quarto dos códigos poderiam ser descobertos em até 20 tentativas, número preocupante, considerando que muitos sistemas bloqueiam o cartão após apenas três a cinco erros.
Os PIN mais comuns incluem “1234”, “1111”, “0000”, “1212”, “7777” e “6969”. O uso de datas pessoais, como aniversários, também é frequente, mas reduz drasticamente a segurança do cartão.
Combinações aleatórias e práticas de segurança
Para aumentar a proteção, é aconselhada a escolha de sequências aleatórias, que não sigam padrões evidentes. Um exemplo é o “8068”, um código pouco utilizado e difícil de prever.
Além de evitar repetições ou sequências simples, é fundamental nunca partilhar o PIN, mesmo que alguém se apresente como funcionário do banco. As instituições financeiras nunca solicitam esta informação.
Recomendações para evitar fraudes
Ao inserir o PIN num terminal, deve-se sempre proteger o teclado da vista de terceiros para prevenir a captura por câmaras ocultas ou olhares indiscretos. Também é importante não guardar o código em locais acessíveis, como notas na carteira ou no telemóvel.
Se houver suspeitas de que o código Multibanco foi comprometido, o banco deve ser contactado imediatamente para bloquear o cartão e evitar prejuízos.
Atualizar o código com regularidade e escolher combinações difíceis de prever são práticas fundamentais para manter a segurança.
A importância da autenticação multifatorial
Além de um PIN forte, a adoção da autenticação multifatorial nas operações bancárias online aumenta significativamente a segurança.
Combinar o PIN com outros fatores, como códigos enviados para o telemóvel ou reconhecimento biométrico, torna as tentativas de acesso indevido muito mais difíceis.
Assim, manter um PIN robusto e utilizar mecanismos adicionais de verificação são estratégias complementares para uma proteção mais eficaz da conta bancária.
Olhe pela sua conta
Segundo a Marketeer, apesar de parecer um detalhe simples, o PIN pode ser a maior vulnerabilidade do cartão Multibanco quando escolhido de forma previsível.
Com a evolução dos métodos usados pelos cibercriminosos, a atenção a este pormenor torna-se essencial para proteger o dinheiro e os dados pessoais.
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