Um novo esquema de burla, identificado pela Executive Digest como o “truque da fatura falsa”, tem vindo a ser reportado em várias cidades portuguesas, sobretudo em supermercados e lojas. À primeira vista parece apenas um erro no talão de compra, mas a prática pode custar dinheiro aos consumidores, comprometer benefícios fiscais e até dificultar trocas ou reclamações de garantia.
De acordo com a mesma publicação, o golpe assenta na entrega de um recibo que parece legítimo mas não corresponde ao registo oficial da compra. Na prática, o cliente paga normalmente, mas a fatura que recebe não tem validade legal.
Como funciona o esquema
Segundo a Executive Digest, o processo é simples mas eficaz. Em alguns casos, o número de contribuinte não é incluído, mesmo quando solicitado, e noutros os valores ou produtos aparecem adulterados. Apesar de a transação existir, a fatura entregue não fica registada no sistema oficial.
Este tipo de prática pode estar associado a esquemas internos para manipular stocks, ocultar vendas ou desviar dinheiro. Para o consumidor, as consequências são imediatas: a compra não surge no portal e-fatura, o que impede deduções no IRS, e sem uma fatura válida deixa de existir prova para eventuais trocas ou garantias.
Exemplos reais e riscos associados
Foram já relatadas situações em que clientes apenas se aperceberam do problema semanas depois. Em Lisboa, um consumidor notou que várias compras nunca tinham sido registadas no e-fatura, apesar de indicar sempre o NIF. Em Braga, uma cliente constatou que o valor no talão era diferente do que constava no terminal de pagamento.
Estes exemplos revelam como o esquema pode passar despercebido, uma vez que os talões apresentam aspeto normal. O risco é duplo: além de possíveis perdas financeiras, o consumidor fica vulnerável perante situações fiscais e legais.
Como se proteger
Especialistas aconselham a verificar sempre os talões antes de sair da loja. Confirmar se o número de contribuinte foi incluído corretamente e se o valor corresponde ao pago é um primeiro passo essencial.
Outro cuidado é consultar regularmente o portal e-fatura para detetar compras que não tenham sido registadas. Caso surjam irregularidades, recomenda-se guardar provas: fotografar o talão, conservar os comprovativos de pagamento e registar movimentos bancários.
O que fazer em caso de suspeita
Perante indícios de fraude, o consumidor deve contactar a loja de imediato. Se a situação não for resolvida, o passo seguinte é apresentar queixa junto da ASAE, entidade responsável pela fiscalização. A Executive Digest sublinha que justificações como “erro do sistema” devem ser recebidas com cautela, sobretudo se o problema se repetir.
Um talão com riscos sérios
O chamado “truque da fatura falsa”, expressão usada pela Executive Digest, mostra como até um simples talão pode esconder riscos sérios. Mais do que guardar comprovativos, é fundamental estar atento, questionar irregularidades e agir rapidamente para não perder dinheiro nem benefícios fiscais.
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