Há quem diga que o cenário parece saído de um ‘postal’. A sul, estende-se uma praia com areia fina com uma grande extensão. A norte, eleva-se a paisagem montanhosa, onde o silêncio é apenas interrompido pelo som do vento e das aves. Há um equilíbrio ‘raro’ entre mar e serra, que se revela numa ilha portuguesa onde o tempo parece abrandar.
Localizada no oceano Atlântico e de frente para Marrocos, esta é a segunda maior ilha da Região Autónoma da Madeira. Chama-se Porto Santo e é conhecida pela sua vasta extensão de areal dourado, que se prolonga por nove quilómetros, acompanhada por um mar calmo e transparente.
De acordo com a companhia aérea TAP Air Portugal, o clima é seco e estável durante todo o ano, com temperaturas médias entre os 18 e os 22 graus. Mesmo no inverno, os termómetros dificilmente descem abaixo dos 17 graus, tornando possível frequentar a praia em qualquer estação.
Um refúgio para quem procura sossego
Porto Santo atrai quem procura um local afastado da agitação urbana. Mesmo nos meses de verão, o areal é suficientemente extenso para garantir espaço e privacidade. A palavra mais usada por quem a visita continua a ser “tranquilidade”.
A ilha destaca-se também pela sua oferta hoteleira, já que tem à disposição dos turistas três hotéis de quatro e cinco estrelas que funcionam em regime de tudo incluído. Falamos do Vila Baleira Porto Santo, do Pestana Porto Santo Premium All Inclusive Beach & SPA Resort e do The Navigator – Colombus All Inclusive. Todos estes hotéis encontram-se perto das praias da ilha.
Registos históricos em rota incerta
A origem do nome Porto Santo continua envolta em duas versões distintas. Segundo a mesma publicação, a mais comum remete para 1418, quando uma tempestade desviou a rota dos navegadores João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz e Bartolomeu Perestrelo, levando-os a encontrar abrigo nesta ilha.
Outra versão, referida pela mesma fonte, aponta para um registo mais antigo. De acordo com o “Atlas Medicis”, datado de cerca de 1370, já existiria um porto seguro nesta ilha, conhecido por Porto Santo antes da chegada dos portugueses.
Montanha ao virar da praia
Com pouco mais de 5.000 habitantes e apenas uma cidade, Vila Baleira, a ilha ocupa cerca de 42 quilómetros quadrados. A curta distância entre costa e interior permite que se explore a ilha facilmente a pé ou de bicicleta.
Escreve a companhia aérea que os trilhos pedestres são uma das formas mais recomendadas para conhecer a ilha. O percurso da Vereda do Pico Branco e Terra Chã, com 2,7 quilómetros, oferece miradouros naturais que permitem avistar quase toda a extensão da ilha.
Picos, vistas e céu limpo
Outro trilho é o da Vereda do Pico Castelo, com distâncias entre os 3,2 e os 4,6 quilómetros, consoante o trajeto escolhido. Este caminho permite observar diferentes espécies de aves e aceder a pontos panorâmicos que incluem a Calheta, o Pico Ana Ferreira e o Ilhéu de Baixo.
Segundo a mesma fonte, a partir da Ponta da Calheta é possível, em dias de céu limpo, avistar a ilha da Madeira. Esta zona, situada a sul, é uma das mais procuradas para caminhadas ao final da tarde.
Campo de golfe entre falésias e lagos
No interior da ilha encontra-se ainda o Porto Santo Golfe, inaugurado em 2004. Projetado por Severiano Ballesteros, figura do golfe internacional, este campo integra o Top 100 dos melhores da Europa.
Refere a TAP Air Portugal que o campo foi concebido de forma a integrar-se na paisagem natural, aproveitando lagos e falésias para tornar o traçado desafiante. O percurso sul é semelhante aos campos americanos, com vários lagos. Já o percurso norte, situado junto às falésias, evoca os campos britânicos.
Colombo, antes da América
Entre mergulhos e caminhadas, há tempo para história. Cristóvão Colombo viveu na ilha entre 1479 e 1481, período durante o qual terá aprofundado conhecimentos de navegação.
Segundo a mesma fonte, foi em Porto Santo que o navegador conheceu Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo. A casa onde viveu está hoje transformada em museu.
Viagens, naufrágios e açúcar
No interior da Casa Colombo, agora Museu do Porto Santo, há referências à expansão marítima portuguesa, à ligação familiar do navegador à ilha e às viagens que culminaram na descoberta da América.
Acrescenta a publicação que o museu inclui também informações sobre o navio “Slot ter Hooge”, da Companhia das Índias Holandesa, que se afundou em 1724 a norte da ilha.
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