A presença da vespa asiática foi confirmada no Algarve, com registos recentes no concelho de Silves, levando as autoridades locais a reforçar medidas de vigilância e a alertar a população para os procedimentos a adotar em caso de avistamento.
A espécie, conhecida cientificamente como “vespa velutina”, é considerada “invasora” e tem vindo a expandir-se em território nacional, com impactos identificados tanto no ambiente como na atividade apícola.
De acordo com comunicado da Câmara Municipal de Silves, foram identificados e destruídos dois ninhos primários nas freguesias de Alcantarilha e São Bartolomeu de Messines. Perante estes casos, o município reforçou a rede de armadilhas em zonas consideradas de risco, com o objetivo de melhorar a deteção e monitorização da espécie.
Como identificar a vespa asiática
A vespa velutina apresenta cerca de três centímetros de comprimento e distingue-se por um abdómen escuro com uma faixa amarela fina e uma banda alaranjada na extremidade.
Tem ainda cabeça preta com face amarelada e patas amarelas, características que permitem diferenciá-la de outras espécies semelhantes presentes em Portugal. Segundo a mesma fonte, nesta fase do ano são mais comuns os ninhos primários, de pequena dimensão e formato esférico. Estes ninhos podem surgir em locais abrigados, como beirais, anexos, armazéns ou arbustos, muitas vezes próximos de habitações.
As autoridades recomendam que qualquer suspeita seja comunicada através da plataforma oficial disponibilizada para o efeito ou junto dos serviços municipais. A indicação é clara: não se deve tentar remover ninhos nem aproximar-se, devendo o contacto ser feito com o Serviço de Proteção Civil e Florestas do Município de Silves.
O município dispõe de equipas de sapadores florestais preparadas para validar ocorrências e intervir no terreno. Este acompanhamento permite uma resposta mais rápida e controlada perante a deteção de novos focos.
Perigo para humanos
Apesar de isoladamente não ser considerada mais venenosa do que outras vespas, o risco aumenta quando atuam em grupo. Conforme a revista Visão, ataques múltiplos podem provocar reações alérgicas graves, sobretudo se houver concentração elevada de veneno.
A vespa asiática não se alimenta apenas de abelhas, afetando também outros insetos polinizadores. Este comportamento coloca em causa a biodiversidade e os processos naturais de polinização. A expansão da espécie em território nacional continua a ser monitorizada pelas autoridades e por entidades ligadas ao ambiente. O acompanhamento dos casos e a colaboração da população são considerados essenciais para limitar a sua propagação.
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