A Estrada Nacional 2, com 739 quilómetros de extensão, percorre Portugal de sul a norte, começando em Faro e terminando em Chaves. Construída com o objetivo de ligar o interior do país desde as regiões montanhosas do norte até às praias do Algarve, esta via tornou-se um dos itinerários mais emblemáticos para quem procura explorar o território fora dos grandes centros urbanos, de acordo com o site francês de viagens En-Vols. Atravessa 11 distritos, 35 concelhos e centenas de aldeias, servindo de elo entre paisagens, culturas e tradições distintas. A data da sua criação remonta ao século XX, embora só nas últimas décadas tenha ganho notoriedade como rota turística. Hoje, é procurada tanto por viajantes nacionais como estrangeiros, interessados em conhecer uma faceta mais autêntica do país.
Entre o granito e os sobreiros: uma estrada com múltiplos rostos
O percurso começa junto à fronteira com Espanha, em Chaves, onde um pequeno sinal assinala o início da Nacional 2. Sem grandes infraestruturas ou marcações exuberantes, a via mantém uma identidade modesta.
No entanto, atravessa regiões com características muito distintas, desde os planaltos do Douro até aos campos de oliveiras do Alentejo, terminando junto ao mar, em Faro. Conforme a fonte acima citada, esta estrada é muitas vezes descrita como uma “espinha dorsal” do Portugal rural, onde o tempo parece correr de forma diferente.
Um percurso valorizado pela diversidade cultural e natural
A Nacional 2 é atravessada por múltiplos contextos geográficos, como as serras do centro, os vales do interior e os campos abertos do sul. Segundo a mesma fonte, é um trajeto que passa por vilas e aldeias onde tradições ainda se mantêm vivas e onde os ritmos são marcados mais pelas estações do que pelos relógios.
A estrada oferece contacto direto com elementos do património natural e cultural português, servindo como plataforma para dinamizar o turismo local, longe das rotas comerciais mais conhecidas.
Redescoberta por viajantes que valorizam a lentidão e a autenticidade
Esta estrada não é uma autoestrada, mas sim uma via que, conforme o site acima citado, exige tempo e disposição para observar. Atrai hoje motociclistas, autocaravanistas e condutores em busca de uma viagem pausada.
A ausência de grandes centros comerciais ou áreas de serviço modernas ao longo da rota contribui para um ambiente de descoberta contínua, em que cada curva revela uma paisagem ou uma história diferente.
Chaves, ponto de partida simbólico de uma travessia nacional
O ponto de partida, situado em Chaves, é hoje ponto de encontro de viajantes que iniciam a travessia, muitas vezes assinalada com carimbos ou registos simbólicos em estabelecimentos ao longo da via. A estrada segue depois em direção a sul, atravessando locais como Vila Real, Viseu, Sertã, Montemor-o-Novo e São Brás de Alportel, até desembocar em Faro.
Este percurso acaba por representar também uma narrativa territorial que cruza contrastes, mas mantém uma linha de continuidade histórica.
Um símbolo nacional em rota de valorização e preservação
A N2 tem vindo a ser promovida como um recurso turístico e cultural, com projetos de sinalização, certificação de estabelecimentos e rotas temáticas. Segundo o En-Vols, o seu potencial económico e simbólico tem levado à criação de guias, eventos e parcerias entre municípios, no sentido de valorizar este corredor que atravessa o país longitudinalmente.
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