O que era para ser mais uma viagem tranquila a um destino turístico de renome no norte de África acabou em frustração para uma turista britânica. Segundo o jornal Daily Express, Penny Uro, advogada e influenciadora de viagens, visitou o Egito pela quarta vez, mas garante que será também a última: “Mal podia esperar para ir embora”, escreveu nas redes sociais.
As queixas começaram logo à chegada
Segundo relatou aos seus mais de 22 mil seguidores no Instagram, Penny afirmou que o país “tem vindo a piorar a cada visita”, denunciando um ambiente que descreve como “exaustivo”, marcado por constantes pedidos de dinheiro, esquemas de cobrança abusivos e uma pressão constante sobre os turistas. A viagem, realizada recentemente, incluiu vários episódios que a levaram a considerar este destino turístico “desgastante e desconfortável”.
A situação começou ainda no aeroporto do Cairo, já perto da meia-noite, quando procurava um transporte com o filho pequeno e várias malas. Penny conta que foi abordada por indivíduos que se fizeram passar por motoristas da Uber e exigiram pagamento em numerário. Um deles, de acordo com a fonte acima citada, chegou mesmo a parar o carro antes da saída do aeroporto, atirou as malas para o chão e arrancou.
Tudo exigia gorjeta
Já no hotel, a sensação de desconforto aumentou. A britânica afirmou que ela e os restantes membros do grupo foram alvo de assédio verbal frequente por parte de funcionários. Um episódio que destaca envolveu um homem da limpeza que a seguiu até à casa de banho das senhoras e a esperou à porta do cubículo, elogiando a sua aparência e pedindo gorjeta.
“Até para carregar no botão da máquina de café pediam dinheiro”, contou. Os pedidos não se limitavam ao hotel. Nas ruas e locais turísticos, como o Vale dos Reis, a pressão para dar gorjetas ou comprar produtos era constante. Penny descreve situações em que homens agarravam nos braços ou nos sacos dos visitantes, insistindo com agressividade após ouvirem um não.
Visita guiada com paragens forçadas
A influenciadora relatou também que, apesar de terem contratado um guia turístico privado, este os levou a três lojas, mesmo após o grupo dizer que não queria fazer compras. Quando tentavam sair dos estabelecimentos, alguém trancava a porta e era necessário pagar ao porteiro para poder sair. “O guia ficava sempre à porta, provavelmente porque sabia o que se passava lá dentro”, afirmou, citada pela mesma fonte.
Problemas até no regresso
O ambiente voltou a ser tenso no aeroporto, segundo aponta o jornal Daily Express. Depois da mala de mão passar pela segurança, um funcionário recusou entregá-la a Penny sem um pagamento extra. Quando disse que já não tinha dinheiro, foi-lhe pedido que escrevesse os seus dados pessoais, incluindo morada, número de passaporte e telefone. Penny afirma que inventou os dados, pegou na mala à força e saiu do local.
No acesso à casa de banho do aeroporto, a situação repetiu-se: só era possível obter papel higiénico ou usar os lavatórios mediante pagamento. Penny, que tem cartão Amex e acesso a lounges, verificou várias vezes que a entrada no lounge seria gratuita, mas no local foi-lhe pedido o equivalente a 175 dólares, cerca de 203 euros.
“A cada viagem está pior”
A britânica terminou o relato afirmando que, embora tenha visitado o país outras vezes, o ambiente tornou-se insustentável. “Nada é feito por cortesia, tudo parece ser um pretexto para pedir dinheiro. Senti-me constantemente desconfortável, mesmo estando acompanhada por quatro homens”, concluiu.
Esta experiência levou a britânica a afirmar que não pretende regressar a este destino turístico.
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