O ranking anual das cidades mais seguras do mundo para turistas revelou esta semana algumas surpresas e confirmações esperadas. O relatório “Cidades Mais Seguras”, elaborado pela Berkshire Hathaway Travel Protection (BHTP), combina perceções de viajantes com dados de fontes independentes sobre criminalidade, qualidade dos sistemas de saúde, transporte e hospitalidade, distinguindo Lisboa como uma das cidades mais seguras.
Os autores sublinham que a classificação reflete as condições registadas em agosto de 2025 e que não incorpora acontecimentos recentes, como o acidente no elevador da Glória. Por isso, a Human Resources, site especializado em carreiras e gestão profissional, alerta para a necessidade de os turistas acompanharem sempre os avisos oficiais antes de viajar, incluindo os relativos à estreia de Lisboa, que ficou em oitavo lugar no ranking.
Reykjavik mantém a liderança
Pelo segundo ano consecutivo, Reykjavik, a capital da Islândia, ocupa o primeiro lugar da lista. Segundo o relatório da BHTP, a cidade destaca-se pelas baixas taxas de criminalidade, pela eficiência do sistema de saúde e pelo acolhimento da população. Apesar disso, a actividade vulcânica na região pode constituir um risco em determinadas zonas.
Europa domina o top 15
No top 15 das cidades mais seguras, nove encontram-se na Europa. Entre estas, surge pela primeira vez um destino português, que se distingue pelo equilíbrio entre segurança, infraestrutura e serviços de saúde, aspetos valorizados por turistas de todas as idades. As restantes cidades europeias incluem Copenhaga, Zurique, Amesterdão, Barcelona, Dublin, Veneza e Londres.
O ranking é completado por Honolulu e São Francisco nos Estados Unidos, Sydney na Austrália, Tóquio no Japão, Seul na Coreia do Sul e Singapura. Segundo a mesma fonte, esta diversidade geográfica demonstra que a segurança turística depende tanto de políticas públicas consistentes quanto de investimento em infraestruturas e serviços de qualidade.
Idade e perceção de segurança
O relatório analisa também tendências globais na perceção de segurança. A saúde e a capacidade de resposta a emergências mantêm-se fatores determinantes na escolha do destino. A idade influencia igualmente estas decisões.
Os Millennials preferem locais cosmopolitas e mais aventureiros, enquanto a Geração Z privilegia cidades que combinem inclusão e ritmo urbano, como Amesterdão, Dublin e Hong Kong. Já os turistas mais sénior valorizam infraestruturas, cuidados de saúde e baixos índices de criminalidade.
A experiência do turista
Para além das estatísticas, a BHTP destaca o papel do acolhimento da população local e da facilidade de transporte na perceção de segurança. No caso da cidade portuguesa estreante, a conjugação de clima ameno, oferta cultural diversificada e transportes eficientes contribui para reforçar a confiança dos visitantes, justificando a sua presença no top global.
Entre as cidades que se mantêm no ranking, a consistência de medidas preventivas e a manutenção de padrões elevados de saúde são fatores decisivos. A Human Resources sublinha que a segurança turística é dinâmica e sujeita a mudanças rápidas devido a eventos inesperados, mas cidades como Reykjavik, Copenhaga e agora Lisboa continuam a destacar-se pelo cuidado dedicado aos turistas.
















