Um centro de partos em Trier, na Alemanha, deixou de poder utilizar a sua maior sala após uma queixa relacionada com ruído apresentada por um vizinho, levantando dúvidas sobre o funcionamento da unidade. De acordo com o portal de notícias Contacto, a situação resultou de um litígio que terminou com um acordo entre as partes, alterando a utilização de um dos espaços principais.
A decisão tem impacto direto na capacidade de resposta da unidade, que agora vê reduzido o número de partos que pode realizar. Segundo a mesma fonte, a diretora do centro admite que a alteração condiciona o serviço prestado às grávidas que procuram este tipo de acompanhamento.
Queixa levou a mudança imediata
O processo teve origem na proximidade entre a sala de partos e a habitação do vizinho, localizada a cerca de 10 metros. Escreve o mesmo portal que o residente apresentou queixa por se sentir incomodado com o ruído associado aos partos.
O Tribunal Administrativo de Trier analisou o caso e considerou que, no momento da atribuição da licença, não foram devidamente avaliados os impactos sonoros. Acrescenta a publicação que não existiram medições de ruído antes da aprovação do projeto.
Sala deixa de ser usada para partos
Perante o enquadramento legal, foi alcançado um entendimento entre as partes envolvidas. Refere a mesma fonte que o promotor aceitou deixar de utilizar a maior sala para partos, passando a destiná-la a consultas pré-natais.
Com esta alteração, a unidade mantém apenas uma sala funcional para partos, de dimensão mais reduzida. Explica o site que esta solução evitou a necessidade de uma decisão judicial formal, permitindo encerrar o litígio.
Capacidade reduzida e limitações práticas
A redução de espaço levanta dificuldades operacionais, sobretudo tendo em conta as características da sala alternativa. Conforme a mesma fonte, esta não dispõe de banheira fixa, considerada um elemento importante no alívio da dor durante o parto.
A diretora da unidade sublinha que o modelo seguido privilegia métodos naturais. Segundo a mesma fonte, “aqui não administramos analgésicos nem medicamentos”, o que reforça a importância das condições físicas disponíveis.
Ruído não é regra, garante direção
A responsável pelo centro contesta a ideia de que o ruído seja um problema recorrente. Escreve o jornal que “habitualmente, as mulheres não gritam. Gritar é a exceção”, ocorrendo apenas em momentos específicos do parto.
Além disso, são adotadas medidas para minimizar o impacto sonoro. Acrescenta a publicação que as janelas permanecem fechadas durante o processo, sendo abertas apenas de forma pontual para ventilação.
Serviço continua, mas com incertezas
Apesar das limitações, a unidade mantém a atividade, assegurando partos considerados de baixo risco e acompanhados por parteiras. Refere a mesma fonte que o centro tem vindo a receber mulheres não só de Trier, mas também de regiões próximas.
Desde a sua abertura, no verão de 2025, já foram realizados vários partos, demonstrando procura por este tipo de serviço. Conforme a mesma fonte, o caso levanta agora questões sobre a convivência entre infraestruturas de saúde e áreas residenciais.
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