Entre os destinos de férias mais procurados pelos europeus, a Grécia, Espanha e Portugal destacam-se pelas paisagens vistas por muitos como impressionantes e pela forte tradição cultural e gastronómica. No entanto, estes países enfrentam todos os verões a pressão do turismo em massa, afastando quem deseja tranquilidade e sossego. É neste contexto que surge um país apelidado pelos britânicos de “mais bonito da Europa”, um refúgio dos Balcãs que começa a cativar viajantes em busca de algo diferente.
Situado entre o Mar Adriático e a cordilheira dos Balcãs, Montenegro continua a ser um destino pouco marcado pelo turismo de massas. Com águas límpidas, aldeias históricas e um ambiente sereno, muitos visitantes consideram a experiência até mais genuína do que em locais já saturados.
Encanto da Baía de Kotor
A grande atração do “país mais bonito da Europa”, como lhe chama o jornal britânico The Mirror, é a Baía de Kotor, reconhecida como Património Mundial pela UNESCO. Com semelhanças a um fiorde, está rodeada por montanhas escarpadas e guarda cidades medievais como Kotor e Perast, que conquistam os viajantes pelo ambiente histórico e pela beleza da paisagem.
“Montenegro conquistou-me por completo, até mais do que a Grécia”, disse um turista, destacando o sabor do marisco e os cenários marcantes. Outro visitante reforçou: “A Grécia foi fantástica, mas as falésias e muralhas da Baía de Kotor deixaram-me maravilhado”.
Praias tranquilas e cidades vibrantes
Ao longo da costa, praias como Jaz e Mogren são descritas como autênticos refúgios, muito menos apinhados do que as praias portuguesas em pleno verão. Budva, uma das principais estâncias balneares, junta areais dourados, vida noturna movimentada e um centro histórico que mantém o encanto medieval.
Um viajante chegou, citado pela mesma fonte, a comparar: “Já estive várias vezes na Costa del Sol, mas Montenegro pareceu-me mais genuíno e económico. Os dias de praia em Budva e Tivat custaram apenas uma fração do que paguei em Espanha, e o cenário é igualmente deslumbrante”.
Montanhas e natureza intocada
Fora da zona costeira, Montenegro guarda paisagens de montanha capazes de surpreender qualquer explorador. O Parque Nacional de Durmitor é um dos mais procurados, com percursos pedestres, picos nevados e o desfiladeiro do rio Tara, considerado um dos mais profundos do continente europeu.
“Em apenas algumas horas, passei das praias de Budva para os cumes nevados do Durmitor”, relatou um aventureiro, destacando a diversidade de paisagens que o país proporciona num curto espaço de tempo, de acordo com a fonte já referida.
Acessível e fácil de explorar
Além do património natural e da herança cultural, Montenegro distingue-se também pelos preços convidativos. Enquanto em destinos como Espanha ou Portugal um jantar simples para duas pessoas pode facilmente ultrapassar os 40 euros, em Montenegro é possível comer bem por cerca de 20 a 25 euros. Um café ronda pouco mais de 1 euro, e uma cerveja local situa-se nos 2 euros.
Já no alojamento, quartos duplos em hotéis de três estrelas encontram-se a partir dos 40 euros por noite, e opções em hostels ficam por valores ainda mais baixos.
A dimensão reduzida do país torna a viagem prática e versátil: é possível caminhar de manhã pelas montanhas, descansar à tarde numa praia calma e terminar o dia a saborear peixe fresco junto ao mar, sem grandes deslocações.
Próximo destino europeu?
Apesar de continuar, segundo o The Mirror, a ser visto como um tesouro escondido, Montenegro começa a ganhar cada vez mais atenção. Muitos visitantes sublinham a rara combinação de praias tranquilas, centros históricos preservados e cenários de montanha, sempre num ambiente acolhedor e sem multidões.
Com recomendações crescentes em sites como o TripAdvisor e comparações positivas com destinos de maior renome, o “país mais bonito da Europa” está a afirmar-se como uma das grandes revelações da Europa e poderá em breve deixar de ser apenas um segredo bem guardado, rivalizando até com a Grécia ou a Espanha.
Como curiosidade, Montenegro tem a particularidade de possuir uma das bandeiras mais recentes da Europa: foi adotada oficialmente em 2004, apenas dois anos antes da independência, simbolizando o regresso da identidade nacional após séculos de influências externas.
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