Durante anos, muitas pessoas deitaram fora cassetes que tinham em casa, sem imaginar que poderiam ganhar valor com o tempo. Hoje, alguns exemplares atingem preços impressionantes, transformando-se em verdadeiros objetos de coleção.
O regresso do analógico
Segundo o portal espanhol La Razón, e tal como aconteceu com brinquedos dos anos 80 ou cartas Pokémon, também as cassetes voltaram a despertar interesse. A nostalgia, o som analógico e o design retro explicam o fascínio, mas apenas algumas edições raras têm procura suficiente para disparar de valor.
Em plena era digital, estas fitas são vistas como objetos de culto. O ritual de rebobinar, virar a cassete e ouvir a gravação tal como foi feita tornou-se uma experiência apreciada por colecionadores e melómanos.
O que faz uma cassete valer mais
O preço depende sobretudo de três fatores: raridade, estado de conservação e procura. Uma tiragem pequena, um estojo intacto e a popularidade do artista são a combinação perfeita para valorizar. Se a fita estiver danificada ou for uma edição comum, dificilmente passará de alguns euros.
É também importante verificar se se trata de uma edição oficial ou de um bootleg, já que cópias não autorizadas não têm o mesmo valor no mercado.
Exemplos de cassetes valiosas
Um dos casos mais mediáticos é a demo Xero (1997), da banda que mais tarde se tornaria nos Linkin Park. O registo já foi vendido por mais de 4.000 euros em plataformas de colecionadores como a Discogs.
Outro exemplo é a cassete promocional The Versace Experience (Prelude 2 Gold) (1995), de Prince, distribuída apenas num desfile da Versace. Houve vendas documentadas também acima dos 3.700 euros.
Também nas mais recentes existem surpresas. O álbum Floral Shoppe (2012), de Macintosh Plus, tornou-se peça de culto do vaporwave, com exemplares a ultrapassarem os 1.800 euros em leilões online.
Onde vender e avaliar
Quem suspeita ter um destes tesouros pode recorrer a plataformas como Discogs, que mantém histórico de preços reais, ou a sites como eBay e Catawiki. Nestes espaços é possível verificar quanto se pagou pelas últimas vendas e não apenas o que os vendedores pedem.
Em grupos de redes sociais dedicados a géneros musicais específicos também há colecionadores dispostos a pagar quantias elevadas, mas o ideal é sempre basear o valor em transações concluídas.
Nem todas valem ouro
Apesar das histórias de cassetes vendidas por milhares, a maioria das fitas comuns continua a valer pouco. Segundo o La Razón, só em casos raros, demos, promos exclusivas ou edições limitadas, é que se atingem valores de quatro dígitos.
Ainda assim, vale a pena dar uma nova olhadela às caixas guardadas no sótão ou na arrecadação. Uma fita esquecida pode ser o bilhete inesperado para um bom encaixe financeiro.
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