Vender prata pode parecer simples, mas há vários fatores que determinam o verdadeiro valor das peças. Joias, relógios, moedas, peças decorativas ou utensílios podem ter preços muito distintos consoante a pureza do metal, o estado de conservação ou até o interesse histórico associado. Para evitar negócios abaixo do justo, há critérios fundamentais que deve conhecer antes de se dirigir a uma joalharia ou antiquário.
De acordo com o Instituto Nacional da Casa da Moeda (INCM), o primeiro passo é procurar a avaliação de um especialista credenciado, seja num laboratório de contrastaria ou junto de avaliadores com título profissional válido. Ainda assim, é útil perceber os pontos que são tidos em conta neste processo.
Pureza e cotação: dois fatores decisivos
O valor da prata é definido pela percentagem de prata presente na liga metálica. As mais comuns na ourivesaria são a prata 925 (92,5% prata e 7,5% cobre) e a prata 950 (95% prata e 5% cobre), ambas conhecidas como “prata de lei”. Quanto maior for a pureza, maior será o valor da peça.
A cotação em bolsa é outro critério essencial. Como explica o INCM, a prata é cotada diariamente e o valor considerado na avaliação corresponde, por norma, à média do dia. Isto significa que o preço da mesma peça pode variar em função das oscilações do mercado.
Marcas de contrastaria e raridade
A marca de contrastaria confirma a autenticidade e a qualidade da liga. No caso da prata, é representada por uma cabeça de águia: virada para a esquerda quando o toque legal é igual ou superior a 925 milésimas, e para a direita quando é igual ou inferior a 835 milésimas.
Peças raras ou com interesse histórico têm também maior valor. Segundo especialistas contactados pelo Expresso, documentos como certidões de compra, certificados ou registos que provem a origem podem fazer a diferença.
Conservação e procura no mercado
O estado em que a peça se encontra influencia diretamente o preço. Riscos, oxidação ou más condições de armazenamento reduzem o valor final. Pelo contrário, peças bem preservadas, ou criadas por artesãos reconhecidos, podem valer bastante mais.
Outro aspeto a não ignorar é a procura. Quando determinado tipo de peça ganha popularidade, o preço tende a subir. Assim, antes de vender, convém verificar a tendência do mercado para artigos semelhantes.
Onde vender prata?
Com toda a informação reunida, chega a hora de escolher onde vender. De acordo com o Ekonomista, as joalharias e ourivesarias são opções frequentes, tal como os antiquários, que procuram sempre peças com valor histórico ou artístico.
O importante é garantir que a avaliação respeita os critérios descritos e que o comprador tem credibilidade no setor.
Vender prata não é apenas uma questão de preço, mas de conhecimento. Saber interpretar marcas, avaliar pureza, compreender a cotação e reconhecer o interesse histórico ou artesanal das peças são passos fundamentais para assegurar que o negócio é justo e transparente.
Leia também: Espanhóis elegem as 5 melhores praias do Algarve e nenhuma delas fica no Sotavento
















