Na próxima vez que entrar em lojas, repare no ambiente que o rodeia. O cheiro, as cores, os sons e até a disposição dos produtos podem influenciar as suas escolhas sem que se aperceba. São estímulos que actuam no inconsciente e que, combinados, aumentam a probabilidade de uma compra.
O poder invisível do aroma
De acordo com a Marketeer, site especializado em marketing e consumo, o olfato é um dos quatro elementos que mais influenciam as decisões dentro de uma loja.
Os aromas conseguem despertar emoções muito específicas: um cheiro a pó-de-talco traz à memória recordações de infância e transmite uma sensação de segurança, enquanto a fragrância de maçã e pepino faz com que o espaço pareça mais amplo. Notas cítricas, lavanda, flores ou até pão acabado de cozer são frequentemente utilizadas para criar ambientes de frescura, tranquilidade ou conforto.
Cores que falam sem palavras
No plano visual, a cor assume um papel determinante. Estudos partilhados pela mesma fonte indicam que 93% das escolhas de compra são influenciadas pela perceção cromática.
Cada tonalidade transmite uma mensagem subtil: o vermelho desperta sensação de urgência, o verde sugere naturalidade, o azul cria uma sensação de acolhimento e o amarelo associa-se igualmente à ideia de pressa. Este jogo de contrastes cromáticos é cuidadosamente planeado, tanto no design de interiores como na comunicação visual das lojas.
O toque que aproxima
O tacto desempenha igualmente um papel relevante na experiência de compra. Um exemplo curioso pode ser observado nas lojas da Apple, onde os computadores portáteis estão expostos com o ecrã ligeiramente entreaberto, a cerca de 70 graus.
Esta posição desperta a curiosidade dos clientes, levando-os a tocar no equipamento para o explorar. Um gesto tão simples aumenta o envolvimento com o produto e, muitas vezes, conduz à decisão de compra.
Música que guia o comportamento
O ambiente sonoro completa o quadro. Segundo a mesma fonte, a música clássica aumenta a perceção de qualidade e é habitualmente utilizada em lojas de vinhos, spas ou casas de chá, criando um ritmo de visita mais calmo e agradável.
Já as melodias mais lentas, comuns em supermercados e grandes superfícies, fazem com que os clientes permaneçam mais tempo e acabem por gastar mais. Por outro lado, os ritmos rápidos, típicos de restaurantes de fast-food, aceleram tanto o consumo como a saída, garantindo uma maior rotatividade de clientes.
A combinação destes elementos, aparentemente banais, funciona como um mecanismo subtil e sofisticado de estímulo ao consumo.
A Marketeer conclui que, muitas vezes, o ambiente vale tanto quanto o produto em exposição. O consumidor pensa que decide por si próprio, mas é discretamente guiado por uma estratégia sensorial cuidadosamente pensada.
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