Ao pagar no estrangeiro, um simples detalhe no multibanco ou no terminal de pagamento pode ditar se gasta o valor certo ou se acaba por pagar mais do que devia. A escolha entre a moeda local e o euro, muitas vezes feita por comodidade, pode ativar taxas escondidas que encarecem a transação.
De acordo com o jornal espanhol AS, o mecanismo chama-se Conversão Dinâmica de Divisas (DCC) e apresenta-se como um serviço cómodo e transparente, permitindo ao cliente ver de imediato o valor convertido. No entanto, a conversão é feita pela empresa do terminal, com taxas frequentemente mais altas do que as aplicadas pelos bancos, resultando num custo acrescido para o utilizador.
Segundo a mesma fonte, este é o erro que milhares cometem ao fazer pagamentos no estrangeiro: escolher a opção errada no terminal ou multibanco, sem perceber que isso ativa uma conversão de moeda com taxas muito mais elevadas. Este gesto automático, feito por comodidade ou desconhecimento, acaba por encarecer cada transação e, no acumulado das férias, representa uma despesa extra significativa.
Porque não há alertas claros?
Os bancos nacionais não costumam advertir para este risco, já que não lucram diretamente com o DCC, evitando assim conflitos com bancos internacionais ou empresas operadoras destes sistemas. Já as empresas responsáveis pelos terminais de pagamento beneficiam comissões mais elevadas sempre que os clientes optam por pagar em euros.
Por este motivo, especialistas aconselham a selecionar sempre a moeda local ao efetuar pagamentos no estrangeiro. Desta forma, é o banco do cliente que gere a conversão, aplicando taxas geralmente mais baixas e transparentes.
Pagamentos digitais e limitações técnicas
Em muitos países, pagamentos com Apple Pay ou Google Pay são aceites sem problemas. No entanto, em zonas rurais ou em equipamentos desatualizados, sobretudo nos Estados Unidos, a tecnologia NFC pode não funcionar. Nestes casos, a única solução é ter consigo o cartão físico para concluir a compra ou abastecer combustível.
Pequenos gestos fazem a diferença
Segundo o AS, levar atenção ao que aparece no ecrã do terminal, escolher a moeda local e viajar com cartão físico são precauções simples que podem fazer a diferença no orçamento das férias. Evitam surpresas desagradáveis e garantem que paga apenas o valor justo da compra ou serviço.
Leia também: Tem algum destes livros em casa? Podem valer milhares de euros e não o saber
















