Quando se fala em poupança de energia, a resposta mais imediata é quase sempre trocar lâmpadas antigas por LED. A verdade é que essa medida ajuda, mas não resolve tudo. Há um detalhe que passa despercebido à maioria e que pode estar a fazer subir a sua fatura elétrica todos os meses: a posição dos candeeiros.
De acordo com a DECO PROTeste, a iluminação representa cerca de 10 a 15% da conta de eletricidade de uma casa. Uma má distribuição da luz pode obrigar ao uso de vários pontos em simultâneo, mesmo quando um só seria suficiente, o que se traduz em mais watts ligados e mais euros a pagar.
O problema da luz central
Em muitas habitações, sobretudo mais antigas, é comum haver apenas um ponto de luz no teto, no centro da sala. O resultado é uma iluminação geral que raramente chega às zonas de maior utilização, como o sofá ou a mesa de jantar. Para compensar, acabam por se ligar mais dois ou três candeeiros de apoio.
Segundo a mesma fonte, esta prática pode multiplicar o consumo sem que os moradores tenham consciência do impacto que causa no final do mês.
Sombras na cozinha significam mais consumo
Na cozinha, a má colocação dos candeeiros agrava a situação. Quando a luz fica atrás de quem cozinha, a sombra cobre a bancada e o fogão. A solução encontrada é simples: acender luzes adicionais, focos portáteis ou candeeiros de bancada. Na prática, mais consumo diário e mais despesa acumulada.
No escritório, conforto visual também conta
No trabalho em casa, a posição da luz pode provocar reflexos no ecrã ou fadiga ocular. A resposta habitual é instalar lâmpadas mais potentes ou manter a luz do teto acesa em simultâneo com outras. Mais uma vez, o problema não está na tecnologia da lâmpada, mas no ângulo e na forma como a iluminação é usada.
Quanto custa afinal um erro de posição
Um simples cálculo ajuda a perceber o peso deste detalhe. Um candeeiro LED de 15W pode ser suficiente se estiver bem colocado. Mal distribuída, a luz obriga ao uso de mais dois ou três pontos de 10W. No total, em vez de 15W, estão ligados 35 ou 40W diariamente. Multiplicado por horas e dias, essa diferença pode significar entre cinco a dez euros extra no final do mês.
Como corrigir e poupar
Especialistas em eficiência energética recomendam apostar na distribuição equilibrada da luz, privilegiando soluções indiretas como fitas LED ou candeeiros direcionados para paredes claras, que refletem melhor a luminosidade. Reguladores de intensidade permitem ainda ajustar a potência de acordo com a necessidade, evitando gastos desnecessários.
A DECO PROTeste sublinha que, em muitos casos, reorganizar os pontos de iluminação é mais eficaz do que simplesmente trocar lâmpadas, porque reduz a necessidade de recorrer a várias fontes ao mesmo tempo.
A posição dos candeeiros é um detalhe pouco valorizado, mas com impacto direto no consumo. Rever a forma como a luz está distribuída em cada divisão pode ser uma das medidas mais simples e eficazes para baixar a fatura da eletricidade.
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