Todos os meses, uma parte significativa do orçamento gasto em supermercados escapa despercebida. Não se trata de escolhas erradas nem de promoções enganosas. O problema está na forma como se interpretam os preços: a atenção foca-se apenas no valor da embalagem, sem considerar que o custo real se mede por unidade. Este detalhe pode representar perdas financeiras acumuladas ao longo do ano.
O preço total face ao preço por unidade
De acordo com o site especializado em lifestyle, Leak, a maioria dos consumidores avalia os produtos pelo preço total apresentado na prateleira, ignorando que a quantidade contida na embalagem varia.
Esta diferença tem impacto direto no custo por cada unidade de consumo. Alimentos, produtos de higiene e artigos domésticos podem parecer baratos à primeira vista, mas quando o preço é comparado com a quantidade real de produto, o valor por unidade revela-se muito superior.
Segundo a mesma fonte, este comportamento é frequente nos supermercados, mesmo entre os compradores mauis experientes, resultando numa perda financeira considerável ao longo dos meses, chegando a atingir centenas de euros por ano.
Embalagens maiores podem compensar
O fenómeno torna-se ainda mais relevante quando se trata de produtos vendidos em embalagens de diferentes tamanhos. Muitas vezes, embalagens maiores têm um preço total mais elevado, mas oferecem uma poupança por unidade considerável.
A tentação de escolher sempre o menor preço imediato leva os consumidores a ignorar esta equação simples de cálculo e, inadvertidamente, a gastar mais do que seria necessário. Esta diferença de custo por unidade é particularmente notória em categorias como detergentes, bebidas e alimentos embalados.
Etiquetas e promoções que confundem
Além disso, a forma como os preços são apresentados nas prateleiras dos supermercados contribui para este comportamento. Etiquetas que destacam o valor total, sem referência clara à quantidade ou ao preço por unidade, dificultam uma avaliação objetiva.
Mesmo a presença de promoções, que aparentam reduzir custos, pode induzir a escolhas menos vantajosas se o cálculo do preço por unidade não for considerado. A falta de atenção aos detalhes do preço por unidade constitui a principal fonte de desperdício de dinheiro no consumo diário.
Como evitar o erro
Adotar o hábito de comparar os preços por quilograma, litro ou unidade é a forma mais eficaz de evitar este erro recorrente.
Pequenas alterações na forma de analisar os produtos podem traduzir-se em poupanças substanciais no orçamento doméstico.
Tal como refere o Leak, o que parece um detalhe insignificante é, na verdade, uma oportunidade perdida de gestão eficiente das finanças pessoais.
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