Com a subida das temperaturas, o ar condicionado torna-se quase indispensável em muitas casas. Mas, entre um modelo fixo e um portátil, as diferenças não se medem apenas no preço de compra. Custos de utilização, consumo energético, emissões e até o ruído podem influenciar a escolha, segundo a DECO PROTeste.
A organização de defesa do consumidor comparou os dois tipos de equipamento e constatou que, para o mesmo cenário de utilização (quatro horas por dia, cinco dias por semana, durante os três meses mais quentes do ano), o ar condicionado portátil consome mais energia e custa mais a funcionar do que um modelo fixo.
Custos e impacto ambiental
Os testes da DECO PROTeste mostram que o ar condicionado fixo apresenta um consumo médio de 179 kWh, o que equivale a cerca de 35 euros por ano e 64 kg de emissões de CO₂. Já o portátil consome 220 kWh, refletindo-se em 44 euros anuais e 79 kg de emissões.
A diferença ronda os 10 euros por ano, mas para quem valoriza a eficiência energética e a redução da pegada ambiental, esta disparidade pode ser relevante.
Ruído e portabilidade: nem tudo é como parece
Não é apenas no consumo que surgem diferenças. A DECO PROTeste salienta que a maioria dos portáteis é mais ruidosa, já que o compressor está dentro do próprio aparelho, ao contrário dos fixos, onde a componente mais barulhenta fica no exterior. À noite ou em espaços de trabalho, isso pode tornar-se incómodo.
Quanto à portabilidade, o conceito pode ser enganador. Em média, estes equipamentos pesam cerca de 30 kg e são volumosos. Apesar de incluírem rodas, é necessário ligar um tubo de evacuação a uma janela e esvaziar periodicamente o depósito de condensação.
Como funcionam
O processo é simples: o ar quente é aspirado, arrefecido e desumidificado, sendo depois devolvido à divisão. O calor é expulso para o exterior através de um tubo flexível, normalmente instalado com um kit próprio para evitar a reentrada de ar quente.
Se a prioridade for apenas melhorar a circulação de ar, uma ventoinha ligada dez horas por dia pode custar até cinco euros por mês, embora não arrefeça realmente a divisão.
No momento da compra, considerar não só o preço inicial, mas também o custo de utilização e o conforto a longo prazo, pode fazer a diferença na sua fatura e no bem-estar durante os dias de calor intenso.
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