O Vietname deu início à construção do Trống Đồng Stadium, um estádio com capacidade prevista para 135 mil espectadores, integrado no megaempreendimento Olympic Sports Urban Area, nos arredores de Hanói, e chamado de o “maior estádio do mundo”. O arranque foi formalizado em dezembro de 2025 e o objetivo é concluir a obra em agosto de 2028.
De acordo com o jornal A Bola, o projeto é promovido pelo conglomerado Vingroup e é apresentado como uma aposta para elevar a capacidade do país em grandes eventos desportivos e culturais, dentro de um complexo urbano planeado à escala metropolitana.
Mas há um detalhe que explica a polémica do “maior estádio do mundo”: 135 mil lugares poderá torná-lo um dos maiores, e possivelmente o maior futebolístico em certos rankings, porém há arenas com capacidades reportadas superiores, como o Rungrado 1st of May Stadium, frequentemente indicado como o maior em lotação total.
O que está confirmado: capacidade, localização e calendário
Segundo informação divulgada por fontes locais e setoriais, o estádio está planeado para acolher cerca de 135 mil espectadores e ocupar uma área muito significativa dentro do desenvolvimento urbano desportivo.
O arranque oficial das obras foi apontado para 19 de dezembro de 2025, no âmbito do lançamento do projeto urbano mais amplo, que pretende concentrar infraestruturas desportivas e serviços complementares (como zonas comerciais e hotelaria).
O cronograma divulgado aponta para conclusão do estádio em agosto de 2028, um prazo considerado ambicioso face à escala do empreendimento.
“Maior do mundo”: em que sentido e por que é discutível
A designação “maior do mundo” depende do critério: alguns artigos falam do maior estádio “futebolístico”, enquanto listas globais por capacidade incluem recintos multifunções e valores variáveis consoante reconfiguração de lugares e normas de segurança.
A própria imprensa vietnamita refere que o estádio norte-coreano é frequentemente apontado como o maior em lotação reportada (150 mil), o que, a confirmar-se, colocaria o projeto vietnamita abaixo desse patamar na classificação “geral”.
Na prática, o impacto mediático vem de outra ideia: um estádio de 135 mil, novo, com tecnologia avançada e pensado para grandes eventos, seria um salto enorme na escala de infraestruturas do país.
Teto retrátil e identidade cultural: o que promete o projeto
As descrições do conceito apontam para um estádio inspirado na iconografia dos tambores de bronze de Đông Sơn, um símbolo cultural vietnamita, procurando combinar monumentalidade arquitetónica com uma narrativa identitária.
O projeto também tem sido associado a um teto retrátil de grandes dimensões, apresentado como um elemento distintivo do futuro recinto, com potencial para ampliar o leque de eventos e reduzir limitações meteorológicas.
Ainda assim, vários detalhes, como a configuração final de lugares, a operação do teto e a certificação do recinto para grandes competições, só ficarão plenamente claros à medida que a construção avançar e forem publicadas especificações técnicas finais.
Porque é que o Vietname está a investir (e o que pode mudar até 2028)
O Trống Đồng Stadium é apresentado como peça central de um plano maior de posicionamento internacional de Hanói, com ambição de captar eventos de grande escala e dinamizar turismo e economia local.
Neste sentido, o valor mais citado como referência não é apenas do estádio, mas do investimento preliminar do complexo Olympic Sports Urban Area (a “cidade desportiva” nos arredores de Hanói): cerca de 925,65 biliões de dongs vietnamitas, o que foi apontado como aproximadamente 35,2 mil milhões de dólares, um montante que, à taxa recente de câmbio dólar/euro (c. 1 USD ≈ 0,846 EUR), corresponde a cerca de 29,8 mil milhões de euros.
O desenvolvimento associado tem dimensões muito elevadas (na ordem das várias milhares de hectares), o que explica a atenção, e também o escrutínio, em torno de prazos e execução.
De acordo com A Bola, se cumprir o calendário, o estádio poderá tornar-se uma referência regional pela lotação e pelo “efeito símbolo”. Se não cumprir, entrará na lista de megaprojetos em que o entusiasmo inicial é travado por ajustes de engenharia, licenciamento, financiamento e obras de infraestrutura de apoio.
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