Os problemas com a bateria representam uma das principais causas de pedidos de assistência em viagem, ocorrendo frequentemente sem aviso prévio e nos momentos mais inoportunos. No entanto, segundo um artigo recente divulgado pelo portal espanhol Okdiario, nem sempre é necessário chamar o reboque ou pedir ajuda a outro condutor quando o carro se recusa a pegar. Embora a vida útil média de uma bateria oscile entre os três e os cinco anos, existem métodos partilhados por especialistas que permitem resolver a falha de forma autónoma e rápida.
Para resolver estes imprevistos sem recorrer a cabos de ligação tradicionais, o popular mecânico Scotty Kilmer partilhou um método prático que tem vindo a ganhar adeptos. A solução envolve a utilização de uma caixa de arranque portátil, um dispositivo cada vez mais comum, conjugado com um produto específico que facilita a ignição do motor.
A combinação para o arranque perfeito
O método principal sugerido pelo especialista passa pela utilização de uma caixa de arranque (jump starter). Este aparelho liga-se facilmente aos terminais da bateria e, em poucos minutos, fornece a voltagem necessária para o motor de arranque funcionar. É uma solução autónoma que dispensa a ajuda de terceiros.
No entanto, existem casos em que a bateria está tão degradada ou o motor tão frio que apenas a caixa de arranque não é suficiente. É aqui que entra o “truque” adicional de Kilmer: o líquido de arranque. Este spray foi concebido para potenciar a combustão inicial. A sua aplicação é simples, bastando pulverizar o produto diretamente na entrada do filtro de ar. A combinação entre a energia extra da caixa portátil e a ignição rápida proporcionada pelo spray permite, na maioria dos casos, colocar o veículo em marcha e seguir viagem.
Sinais de alerta a não ignorar
Antes de a bateria falhar completamente, o veículo costuma emitir alguns sinais que não devem ser ignorados. O sintoma mais evidente é a dificuldade no arranque, percetível quando o motor soa mais lento ou “preguiçoso” ao rodar a chave.
Outro indicador comum é a fraca intensidade das luzes. Se os faróis ou a iluminação interior parecerem mais baços do que o habitual, especialmente com o motor desligado, é provável que a bateria não esteja a reter carga suficiente. Falhas intermitentes em componentes elétricos, como o rádio ou os limpa-para-brisas, também podem ser um prenúncio de que a voltagem está instável e a bateria precisa de ser verificada ou substituída.
O impacto do clima e a manutenção
A temperatura ambiente desempenha um papel crucial na saúde da bateria. No inverno, o frio abranda as reações químicas internas, reduzindo a capacidade de gerar energia precisamente quando o motor precisa de mais força para arrancar. Por outro lado, o calor excessivo do verão pode ser ainda mais prejudicial, pois acelera a corrosão dos componentes internos e a evaporação dos fluidos.
Para prevenir estas surpresas desagradáveis, a Okdiario reforça a recomendação de fazer uma revisão ao estado da bateria a cada 10.000 quilómetros ou pelo menos uma vez por ano. É essencial verificar se os terminais estão limpos e livres de corrosão e, se o carro for ficar parado durante longos períodos, o ideal é ligá-lo ocasionalmente para evitar a descarga total.
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