Um homem foi detido em Madrid depois de circular com um carro furtado e com chapas de matrícula falsas, mas acabou denunciado por um pormenor que passa despercebido a muitos condutores: o número de chassis (VIN), que não batia certo com as matrículas. O veículo, um Volkswagen T-Roc, foi intercetado na zona de Puente de Vallecas.
A história foi divulgada pela Polícia Municipal de Madrid nas redes sociais, e citada pelo portal espanhol El Motor, num vídeo em que se vê a abordagem e a verificação do automóvel. A mensagem é simples: mesmo quando há tentativa de “camuflagem” com chapas falsas, há dados do carro que continuam a identificá-lo.
Segundo a imprensa espanhola, o carro foi mandado parar após uma manobra proibida, na rua Concejo de Teverga, e a partir daí começaram as confirmações. Ao confrontarem os registos do veículo com o que estava fisicamente no automóvel, os agentes chegaram à conclusão de que as matrículas não correspondiam.
O detalhe que denunciou o golpe
O ponto decisivo foi a verificação do número de chassis, também conhecido como VIN, um código de identificação único associado ao veículo. Este número está igualmente registado na documentação e em bases de dados oficiais, o que permite cruzar informação mesmo quando a matrícula é adulterada.
No caso relatado, o chassis permitiu confirmar que o carro constava como roubado e que as chapas de matrícula eram falsas. É precisamente por isso que especialistas alertam para a importância de não confiar apenas na matrícula, sobretudo em compras de segunda mão.
De acordo com o El Motor, ao verificar o chassis os agentes concluíram que o veículo estava em nome de uma empresa de aluguer e tinha uma notificação ativa por roubo emitida em Gandía. O condutor, de 39 anos, terá alegado que o comprou em Murcia por 14.500 euros, mas sem conseguir comprovar a aquisição.
O que é o número de chassis e onde o encontrar
O número de chassis (VIN) é um código alfanumérico de 17 caracteres que identifica o veículo e agrega informação sobre fabricante, características e número de série. É um dos elementos mais usados para rastrear a “identidade” real de um carro.
Na prática, pode encontrá-lo em locais como a zona do motor (no compartimento dianteiro), no para-brisas (em alguns modelos), numa etiqueta no pilar da porta do condutor ou noutros pontos estruturais. A localização exata varia conforme a marca e o modelo, mas a lógica é sempre a mesma: está num componente difícil de remover sem deixar rasto.
É também por isso que, em fiscalizações, a conferência do chassis é uma etapa-chave: mesmo que alguém troque as chapas, o VIN mantém-se como a “impressão digital” do veículo.
Como usar isto para proteger o seu carro
Para quem vai comprar um usado, a recomendação é verificar se o VIN do carro coincide com o que aparece nos documentos e, sempre que possível, pedir um relatório oficial.
Segundo o El Motor, outra boa prática é consultar os dados do veículo em serviços oficiais quando disponíveis (por exemplo, através das funcionalidades associadas a “matrícula” e “número de chassis” nas consultas da DGT). Isto ajuda a detetar incongruências cedo, e a evitar que um “bom negócio” seja, afinal, um problema sério.
E para o dia a dia, fica a nota preventiva: em caso de roubo, guarde fotografias e registos do seu VIN (em local seguro) e confirme sempre a informação do veículo quando houver qualquer dúvida. Como este caso mostrou, pode ser precisamente esse detalhe, pouco falado, mas decisivo, a ajudar a recuperar o carro e a travar um esquema com matrículas falsas.















