O S2AQUA – Laboratório Colaborativo, Associação para uma Aquacultura Sustentável e Inteligente, lidera o projeto europeu DigiATLA – Building Digital Capacity for Innovation in Atlantic Aquaculture, cofinanciado pelo Programa Interreg Atlantic Area 2021–2027, com um orçamento global de 2,1 milhões de euros, financiado em 75% pela União Europeia, através do FEDER.
O projeto, que tem como objetivo acelerar a transformação digital do setor da aquacultura na região atlântica, teve início formal em janeiro de 2026. O arranque operacional foi assinalado com a reunião de kick-off, realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro, em Olhão, onde os parceiros alinharam os objetivos estratégicos, os planos de trabalho e as primeiras ações a implementar.
Transformação digital da aquacultura atlântica
O DigiATLA visa reforçar as capacidades digitais da aquacultura, promovendo práticas mais sustentáveis, a nutrição de precisão e a adoção de tecnologias associadas à Indústria 4.0. O projeto responde a desafios estruturais do setor atlântico, como a reduzida integração de soluções digitais, ineficiências produtivas e impactos ambientais, fatores que limitam a competitividade e a resiliência da atividade.

O consórcio do DigiATLA integra sete parceiros de países da região atlântica, reunindo entidades de investigação, inovação e empresas: o S2AQUA, enquanto líder do projeto, o IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a empresa algarvia SPAROS, o Centro de Investigación Mariña (CIM) da Universidade de Vigo, a University of Galway, o INRAE e o Institut Agro Rennes-Angers, ambos de França.
Coordenação, capacitação e sustentabilidade
Enquanto entidade coordenadora, o S2AQUA assegura a articulação entre os parceiros, bem como o acompanhamento técnico, administrativo e estratégico do projeto ao longo dos 30 meses de execução, entre janeiro de 2026 e junho de 2028.

Ao longo do período de implementação, serão desenvolvidas ações de capacitação, atividades-piloto, sessões de formação e iniciativas de disseminação, com o objetivo de aproximar a inovação digital das necessidades reais do setor produtivo e contribuir para uma aquacultura atlântica mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios futuros.
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