A taxa de ocupação por quarto no Algarve atingiu, em julho, os 84,6%, um ligeiro acréscimo face ao mesmo período de 2024, traduzindo-se numa subida de 0,7 pontos percentuais. Segundo dados provisórios da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), citados pelo jornal The Portugal News, o rendimento por quarto disponível (RevPAR) aproximou-se dos 160 euros.
O aumento registado foi impulsionado, sobretudo, pelo mercado nacional, que cresceu 2,6 pontos percentuais, seguido pelo mercado alemão, com mais 1,1 pontos percentuais, e pelo mercado norte-americano, que subiu 1,0 pontos percentuais.
Mercados britânico e irlandês em queda
Apesar dos sinais positivos, a AHETA destacou que dois mercados tradicionalmente relevantes para o Algarve apresentaram quebras significativas. O mercado irlandês recuou 27,1% face a julho de 2024, o que representou uma redução de 2,0 pontos percentuais na taxa de ocupação por cama. Já o mercado britânico registou uma descida de 8,3%, correspondendo a menos 1,8 pontos percentuais.
Estadias mais curtas na generalidade dos turistas
Em julho, a média de permanência foi de 4,1 noites, menos 0,7 noites face ao registado no mesmo mês do ano anterior, indica a AHETA. Entre os visitantes que optaram por estadias mais longas, sobressaíram os turistas alemães, com uma média de 7,0 noites, seguidos pelos dinamarqueses, com 6,1 noites, e pelos belgas, com 5,7 noites, segundo dados divulgados pela AHETA e noticiados pelo jornal The Portugal News.
Receitas por quarto em alta
Apesar da quebra em alguns mercados, o RevPAR aumentou 8,0% face a julho do ano passado, aproximando-se dos 160 euros, segundo a mesma fonte. Este indicador, que resulta da relação entre a receita total e o número de quartos disponíveis, é considerado um dos principais termómetros do desempenho hoteleiro.
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