O restaurante Evaristo, localizado na Praia do Evaristo, em Sesmarias, Albufeira, reabriu em julho, dois anos após ter sido consumido por um incêndio. De acordo com a SIC Notícias, a reabertura surge como resposta a um impulso de Luís Vilarinho, conhecido como Luís Evaristo, que afirmou querer devolver à sociedade aquilo que o espaço proporcionou durante quase quatro décadas.
Fundado em 1986, o Evaristo ganhou notoriedade pela proximidade ao mar e pela oferta de peixe fresco grelhado. Segundo a mesma fonte, em 1992 Luís Vilarinho assumiu a liderança, transformando o restaurante num ponto de encontro para quem procurava gastronomia de peixe e marisco, mas também um ambiente de acolhimento personalizado.
O espaço atravessou vários episódios difíceis. Em 2019 foi parcialmente destruído por uma explosão de gás. Mais tarde, em 2023, um incêndio destruiu o espaço por completo. Escreve a publicação que, apesar dos contratempos, o restaurante voltou agora a erguer-se com uma estrutura provisória de madeira, com cerca de 100 metros quadrados e capacidade para 60 pessoas, equivalente a um terço da lotação anterior.
Nova ementa e os pratos de sempre
A cozinha manteve a aposta em clássicos que marcaram a identidade do Evaristo. Refere a mesma fonte que regressaram pratos, como as Ameijoas à Bulhão Pato e a Lula à Evaristo, esta última assinalada como prato especial da casa. Foram introduzidas alterações à receita original, adaptadas à utilização de chapa elétrica em vez da grelha.
Explica o site que a ementa foi complementada com opções mais leves ao almoço, como a salada de vieiras e manga ou a burrata com tomate biológico. Ao jantar destacam-se novidades, como a vazia marmoreada com molho de trufa, os raviólis de cogumelos silvestres e o tigre grelhado com arroz tai frito.
Entre memórias e novidades
A esplanada mantém símbolos que marcam a experiência do Evaristo, como a sangria branca e a forte presença de champanhe Ruinart, além de vinhos da Herdade da Malhadinha. O espaço foi concebido em módulos retangulares de madeira, evocando o ambiente do restaurante original.
O ambiente descontraído, descrito por Luís Evaristo como um “chiringuito”, é complementado por momentos de animação espontânea. Acrescenta a publicação que clientes acabam, por vezes, por transformar a esplanada em palco improvisado, trazendo instrumentos ou cantando ao final da tarde.
O peso das recordações
Luís Evaristo recorda com emoção a destruição do restaurante em 2023, afirmando que o espaço sempre fez parte da sua vida. Segundo a SIC Notícias, muitas histórias de clientes permanecem ligadas ao local, incluindo pedidos de casamento e celebrações de aniversário de casamento.
Para o empresário, a reabertura simboliza mais do que a retoma de um negócio. É um regresso motivado por paixão, que pretende preservar a essência de um espaço associado a experiências marcantes para gerações de clientes.
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