Com o intuito de reconhecer, valorizar e preservar práticas e iniciativas culturais que espelham a identidade coletiva das comunidades algarvias, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) tem vindo a produzir e divulgar uma série de vídeos dedicados à promoção da cultura da região, tendo apresentado, nesse âmbito, o vídeo sobre o Bolo de Tacho, tradição oriunda de Monchique.
De acordo com a CCDR Algarve, o Bolo de Tacho constitui “uma expressão viva do património cultural imaterial da região” e representa um saber ancestral transmitido oralmente ao longo de, pelo menos, dois séculos.
A instituição salienta que “esta iguaria tradicional é confecionada com ingredientes endógenos, como farinha de milho, mel, azeite, aguardente de medronho e banho de porco, elementos que enraízam a prática nas rotinas e recursos locais”.
A tradição do Bolo de Tacho está historicamente associada ao mês de maio, em particular ao dia 1, considerado “um momento de celebração do campo, da primavera e das comunidades”, refere a CCDR Algarve. Nesse sentido, a preparação e partilha deste bolo reflete “uma organização ancestral do mundo rural e reforça os laços sociais e identitários das populações”.
O reconhecimento oficial desta prática teve lugar em maio de 2025, altura em que o Bolo de Tacho foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A candidatura foi submetida pela Junta de Freguesia de Monchique, com o apoio do Município de Monchique e da Unidade de Cultura da CCDR Algarve, I.P.
Segundo a Comissão, esta inscrição representa “o reconhecimento do valor simbólico e coletivo de uma prática que perdura no tempo, sendo testemunho da memória e identidade cultural das gentes de Monchique.”
A iniciativa integra-se no esforço continuado da CCDR Algarve para preservar e dinamizar o património cultural da região, dando visibilidade às tradições que moldam o seu tecido social e cultural.
















