A Câmara Municipal de Aljezur assumiu uma posição firme e unânime relativamente ao encerramento da Estrada Nacional 120 (EN 120), ocorrido no passado dia 19 de março, na freguesia de Odeceixe.
Segundo comunicado da autarquia, “a decisão de interditar a via foi considerada inevitável para evitar um colapso total da estrada e prevenir uma tragédia de maiores proporções. A degradação da EN 120 resultou das intensas chuvas e intempéries que assolaram o país, somadas à instabilidade dos taludes agravada pelo incêndio de 2023”.
O Município considera ainda que “este incidente expõe o desinteresse e o desinvestimento por parte dos sucessivos Governos e das Infraestruturas de Portugal na requalificação desta via essencial e recorda que o Plano Rodoviário Nacional previa a construção do IC4, ligando Lagos a Sines, e que diversos estudos foram realizados ao longo dos anos sem que qualquer solução concreta tenha sido implementada”.
Na reunião do executivo municipal realizada a 3 de abril, a câmara deliberou por unanimidade exigir: “uma solução urgente e definitiva para restabelecer o trânsito na zona afetada da EN 120”, exigindo também “a projeção e execução de um novo traçado que garanta segurança e fluidez de tráfego entre o Algarve e o Alentejo, com especial atenção às curvas de Odeceixe e à Variante de Aljezur”, bem como “a inclusão, no próximo Orçamento do Estado, de uma rubrica específica para a reparação das vias municipais e secundárias, que estão a sofrer uma sobrecarga devido aos desvios implementados, especialmente na freguesia de Odeceixe”.
Neste contexto, compromete-se “a acompanhar a situação de perto e a manter a população informada sobre os desenvolvimentos, assegurando que todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir a resolução do problema”.
A autarquia reforça que “não permitirá mais adiamentos ou negligência nesta questão, independentemente das consequências políticas que tal possa ter”.
Para o executivo de Aljezur, “a defesa da mobilidade e da segurança das populações locais continua a ser uma prioridade, que exige soluções concretas e eficazes para este problema estruturante da região”.
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