Colocar garrafas de água e garrafões cheios nas esquinas das ruas e junto às portas de casa é uma prática que tem vindo a ganhar destaque. Apesar de parecer estranho à primeira vista, este hábito tem uma razão de ser que se relaciona com a presença de animais nas zonas urbanas e rurais.
Muitos animais domésticos e de rua acabam por deixar as suas necessidades nas portas e ruas, o que pode causar deterioração dos materiais e problemas de higiene no ambiente. A acumulação destes resíduos pode tornar-se prejudicial para a limpeza das zonas frequentadas por pessoas.
Tentativas químicas no passado
Antes de recorrerem às garrafas, as populações rurais utilizavam substâncias como o azufre e o carbonato de sódio para tentar afastar cães e gatos. Esses produtos tinham um cheiro forte que causava desconforto nos animais, mas também traziam riscos para as pessoas.
Riscos para as crianças e proibição
O azufre, apesar de eficaz, tinha uma cor amarela que atraía a atenção das crianças, provocando ferimentos nas mãos ao entrarem em contacto com o produto, de acordo com o AS. Por causa desses perigos, o uso destes químicos foi proibido, levando à procura de alternativas mais seguras.
O surgimento das garrafas de água
Foi então que surgiu a ideia de colocar garrafas cheias de água nos locais mais suscetíveis a receber os excrementos dos animais. Esta solução simples pretende evitar que os cães e gatos utilizem esses espaços para as suas necessidades.
Como a água afasta os animais
O segredo das garrafas parece estar na forma como a luz se reflete na água, criando um efeito que pode assustar os animais. Esta técnica usa um fenómeno natural para afastar os animais sem lhes causar qualquer tipo de dano.
Explicação de um especialista
Antonio Rubio, presidente do colégio de veterinários de Salamanca, citado pela mesma fonte, esclarece que “não sabemos se é realmente eficaz, mas é certo que os cães podem assustar-se porque se veem reflectidos ou porque o sol causa reflexo na água e, tal como as pombas, ficam incomodados e assustados.”
Solução económica e segura
Esta prática evita o uso de químicos perigosos, oferecendo uma alternativa segura para as pessoas e para os animais, ao mesmo tempo que ajuda a manter as ruas mais limpas e agradáveis.
A adoção em meio urbano
Com o crescimento das cidades, esta medida simples começou a ser usada também em ambientes urbanos, onde a limpeza e a higiene pública são ainda mais importantes, segundo aponta o AS.
Apesar de ser popular, ainda existem dúvidas sobre a eficácia científica da técnica, mas a facilidade e o baixo custo mantêm-na como uma solução adotada por muitos.
Benefícios ambientais
A presença das garrafas contribui para a redução dos excrementos nas vias públicas, diminuindo os riscos para o ambiente e para a saúde pública.
Este costume, embora antigo, tem sido adaptado às necessidades atuais, mostrando que soluções simples podem ajudar a resolver problemas quotidianos.
Melhoria da convivência
Ao afastar os animais dos locais impróprios, melhora-se a convivência entre humanos e animais, tornando os espaços mais limpos e confortáveis para todos.
Espera-se que esta prática continue a crescer, principalmente em zonas com elevada circulação de pessoas, para manter a higiene pública. Este exemplo mostra que saberes populares têm valor e podem ser usados para enfrentar desafios modernos, combinando tradição e inovação para o bem-estar coletivo.
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