No verão, os pêssegos ganham destaque nas fruteiras e nas bancas dos mercados. A doçura e o aroma característicos fazem desta fruta de caroço uma das mais apreciadas da estação, mas surge sempre a dúvida: qual é o melhor local para guardar pêssegos sem comprometer o sabor?
A forma como são armazenados influencia diretamente a durabilidade e a intensidade do paladar. Uma decisão simples pode determinar se a fruta amadurece na perfeição ou perde parte do seu valor nutritivo e da sua doçura natural.
Segundo especialistas da Lane Southern Orchards, uma empresa norte-americana com mais de um século de experiência no cultivo de pêssegos, existem cuidados básicos que fazem toda a diferença.
Onde guardar os pêssegos
A recomendação é clara: os pêssegos devem ser guardados à temperatura ambiente, sobre o balcão da cozinha, longe da luz direta do sol. Além disso, não devem estar em contacto uns com os outros, para evitar manchas e acelerar o apodrecimento.
Apesar de ser comum expor uma taça cheia de fruta como elemento decorativo, os especialistas citados pela mesma fonte alertam que o contacto direto favorece o aparecimento de nódoas e prejudica a polpa. A regra é simples: quanto mais espaço tiver cada fruto, melhor será a sua conservação.
E o frigorífico?
Muitos acreditam que o frio ajuda a preservar a fruta, mas no caso do pêssego o resultado pode ser enganador. Colocá-lo no frigorífico atrasa o amadurecimento, mas reduz o teor de açúcar e afeta a intensidade do sabor.
“Guardar os pêssegos no frio abranda a maturação, mas retira parte da sua doçura e compromete a experiência de consumo”, explicou Wendy R. Barton, responsável da Lane Southern Orchards. Por isso, para saborear a fruta no ponto certo, o balcão continua a ser a melhor opção.
Como acelerar o amadurecimento
Se os frutos ainda estiverem verdes, há um truque que pode ajudar. Colocar os pêssegos dentro de um saco de papel acelera o processo de maturação, graças à concentração de gás etileno libertado pela própria fruta.
Este método deve, no entanto, ser usado com moderação. Deixar os frutos demasiado tempo no saco pode torná-los moles e menos apelativos.
O que fazer com pêssegos já cortados
Depois de abertos, os pêssegos começam rapidamente a oxidar e a ganhar um tom acastanhado. Para retardar este processo, basta regar as fatias com algumas gotas de limão e guardá-las num recipiente hermético no frigorífico.
Mesmo assim, a solução é temporária: a fruta deve ser consumida num prazo máximo de dois dias para não perder frescura. Deixar fatias expostas ao ar compromete tanto o sabor como a textura.
A opção de congelar
Quando há excesso de fruta e não é possível consumi-la a tempo, a congelação torna-se a melhor forma de preservação. O ideal é escaldar os pêssegos em água a ferver durante alguns segundos para retirar facilmente a pele, antes de os cortar em fatias.
As fatias devem ser dispostas num tabuleiro forrado com papel vegetal e colocadas no congelador até ficarem firmes. Depois, basta transferi-las para sacos herméticos, prontas a usar em receitas ou batidos.
Evitar o escurecimento
Para conservar a cor e o sabor, recomenda-se aplicar vitamina C ou algumas gotas de limão antes de congelar. Este cuidado ajuda a prevenir a oxidação e garante que a fruta mantém o aspeto fresco por mais tempo.
Ao descongelar, deve-se optar por um processo lento no frigorífico, preservando melhor a textura. Assim, a fruta congelada pode ser usada em compotas, sobremesas ou até smoothies refrescantes.
Aproveitar os pêssegos maduros
Quando já estão demasiado moles para serem comidos ao natural, ainda podem ganhar nova vida. Usar a fruta em compotas, bolos, sobremesas ou gelados é uma forma de evitar desperdício e aproveitar toda a sua doçura.
Os especialistas sublinham que nada se perde: até os pêssegos demasiado maduros mantêm nutrientes e aroma, apenas com uma textura diferente.
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