O criador de conteúdos Unay Ferrer, conhecido pelos relatos que partilha no TikTok sobre experiências profissionais, voltou a chamar a atenção com uma história do seu atual emprego numa loja de roupa. Desta vez revelou aquilo que os funcionários estão proibidos de dizer aos clientes, uma prática que dividiu opiniões.
No vídeo, publicado no seu perfil @unay_ferrer_, o jovem explica que a política da loja é clara: nunca se pode responder a um cliente com a frase “não temos”. Quando alguém pede um artigo que não existe em stock, os trabalhadores são instruídos a sugerir sempre um produto alternativo, ainda que a pessoa insista em não o querer.
Segundo conta, a pressão por objetivos é constante. “Estive a trabalhar numa das piores lojas da minha vida, em que se trabalhava por objetivos e à comissão, por isso vão perceber”, afirmou, acrescentando que a cada duas horas surgem novas metas de vendas que os funcionários são obrigados a tentar cumprir, de acordo com o jornal digital espanhol HuffPost.
Uma prática controversa
Ferrer recorda que, se um trabalhador dissesse simplesmente que não havia determinado artigo, era alvo imediato de uma reprimenda. A ordem era sempre tentar “encaixar” outro produto, independentemente do interesse real do cliente.
O vídeo, que em 24 horas somou perto de 200 mil visualizações e 10 mil “gostos”, gerou uma forte divisão de opiniões. Muitos utilizadores criticaram o método, considerando que apenas serve para afastar clientes. “Isso só faz com que as pessoas se cansem de insistências e deixem de voltar”, escreveu um seguidor, de acordo com a fonte acima citada.
Vídeo TikTok @unay_ferrer_ | DR
Reações do público
Houve, no entanto, quem achasse a prática aceitável. “É normal, o que pensavas? Dizer-lhe que não o tinham nem nunca teriam?”, comentou um utilizador. Outros partilharam experiências próprias em contextos semelhantes.
Uma ex-funcionária identificada como @mmmmlibr sublinhou que não se via a trabalhar em regime de comissão: “Tentar empurrar produtos às pessoas só faz com que fiquem fartas. Trabalhei numa loja sem objetivos e, claro, também nos pediam para mostrar artigos parecidos, mas se não havia, dizia-se ‘não temos’ e ninguém perdia tempo”.
Debate aberto
O testemunho de Unay Ferrer acabou por abrir novamente o debate sobre as pressões que recaem sobre trabalhadores do setor do retalho, sobretudo em lojas que funcionam à comissão. De acordo com o HuffPost, a prática de nunca dizer “não temos” pode ajudar a aumentar vendas a curto prazo em qualquer loja de roupa, mas levanta questões sobre a satisfação do cliente e a própria ética na relação comercial.
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