Em muitas cidades, a presença constante de aves urbanas tem levado muitos moradores a procurar soluções simples e acessíveis para afastá-las. Uma das mais populares recorre a objetos refletivos pendurados numa varanda ou terraço, como CDs uma técnica que se baseia num princípio visual simples e que, embora funcione em muitos casos, tem limites que importa conhecer.
Nos últimos anos, tornou-se comum ver varandas decoradas com CDs antigos pendurados e a girar ao vento. À primeira vista, pode parecer apenas uma ideia criativa de reciclagem, mas a verdade é que esta prática tem um objetivo funcional claro: afastar pombos e outras aves que procuram refúgio ou alimento nos espaços exteriores das casas.
O truque está na superfície refletora dos discos, que, ao serem atingidos pela luz solar, produzem reflexos irregulares e em constante movimento, criando um ambiente visualmente desconfortável para as aves, de acordo com um estudo da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos.
Como funciona este método simples
Os flashes de luz provocados pelo movimento dos CDs pendurados na varanda são interpretados pelos pássaros como um sinal de perigo ou instabilidade, levando-os a evitar a zona. É um método de prevenção visual que não recorre a produtos químicos nem causa danos aos animais, tornando-se assim uma alternativa ética e ecológica.
Além disso, é extremamente económico, já que basta reutilizar discos que já não têm utilidade, e fácil de implementar: basta um fio resistente, como nylon, para pendurar os CDs em diferentes alturas e posições.
No entanto, a eficácia deste método pode ser temporária, refere a mesma fonte. As aves têm uma grande capacidade de adaptação e, com o tempo, podem habituar-se aos reflexos se estes não forem alterados regularmente. Por isso, recomenda-se mudar a posição dos discos de tempos a tempos e combiná-los com outras medidas para obter melhores resultados.
Questão sanitária e importância da prevenção
Para além do incómodo que causam, os pombos são também portadores de diversas bactérias e agentes patogénicos, como Chlamydia psittaci ou Salmonella, que podem afetar a saúde humana. Os seus excrementos são corrosivos, danificam fachadas e estruturas e, quando acumulados, criam um ambiente propício ao desenvolvimento de doenças.
Também os ninhos e penas podem bloquear condutas de ventilação e representar riscos adicionais em zonas urbanas com elevada densidade populacional.
É por isso que métodos simples, como o uso de CDs, são vistos como uma primeira linha de defesa doméstica. Ainda que não eliminem o problema por completo, ajudam a reduzir a frequência com que as aves pousam e nidificam em varandas e terraços, mantendo o ambiente mais limpo e seguro.
Limitações e soluções complementares
Apesar das vantagens, é importante sublinhar que esta técnica não é infalível, refere ainda a mesma fonte. Em casos de invasão persistente, os especialistas aconselham a combiná-la com soluções mais eficazes, como redes protetoras, espigões anti-pouso ou repelentes específicos.
Estes métodos complementares reduzem significativamente a possibilidade de habituação e oferecem resultados mais duradouros.
Outra recomendação prática é variar a altura e a orientação dos CDs e garantir que se movem livremente com o vento, de forma a criar reflexos mais imprevisíveis. A eficácia depende em grande parte dessa aleatoriedade, que dificulta a adaptação das aves ao ambiente.
Muito mais do que um simples adorno
Curiosamente, algumas pessoas aproveitam os CDs não apenas para afastar aves, mas também para proteger plantas de insetos ou até como elemento decorativo. A versatilidade desta prática doméstica é um dos seus pontos fortes: conjuga reciclagem, prevenção sanitária e funcionalidade num único gesto simples.
Resumindo, pendurar CDs na varanda pode ser uma forma eficaz, económica e amiga do ambiente de manter os pombos afastados, sobretudo como medida inicial ou complementar, refere a Universidade do Nebraska.
Embora não substitua soluções profissionais em casos mais graves, esta técnica pode representar uma opção prática para quem quer evitar sujidade, proteger a saúde e manter o espaço exterior mais limpo e agradável.
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