Durante anos, o azeite ocupou o lugar de destaque nas cozinhas portuguesas, e não só. Mas um novo óleo está a ganhar cada vez mais atenção junto dos chefs profissionais. A escolha não é óbvia, mas poderá mudar a forma como cozinha lá em casa.
O óleo que está a ganhar terreno nas cozinhas profissionais
Embora o azeite e o óleo de girassol sejam os mais utilizados na culinária tradicional, um estudo recente está a desafiar essa preferência. Segundo o portal dinamarquês Nyheder, seis chefs de topo concordaram que o óleo de abacate é atualmente a melhor opção para cozinhar, especialmente a altas temperaturas.
Este óleo é conhecido pela sua resistência ao calor. Ao contrário de outros óleos comuns, como o de girassol, o óleo de abacate suporta temperaturas elevadas sem perder as suas propriedades, o que o torna ideal para fritar, grelhar ou saltear.
Benefícios nutricionais e estabilidade a altas temperaturas
De acordo com a mesma fonte, o óleo de abacate destaca-se também pelo seu perfil nutricional. Rico em ácidos gordos insaturados, como ómega-6 e ómega-9, é considerado benéfico para a saúde cardiovascular.
A revista ¡Hola! acrescenta que a presença de vitaminas A e E confere ao óleo propriedades antioxidantes, além de ajudar na saúde ocular, na pele e na proteção contra o colesterol. As vitaminas do complexo B também contribuem para a proteção celular.
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Saúde metabólica e benefícios adicionais
A loja online Mueloliva, especializada em azeite e óleos alimentares, refere que o óleo de abacate apresenta ainda benefícios no controlo da glicemia. Isso torna-o interessante para pessoas com diabetes ou que procuram manter níveis estáveis de açúcar no sangue.
Além disso, aponta que este óleo pode ser positivo para a saúde bucal, ajudando a reduzir inflamações nas gengivas e promovendo uma boca mais saudável.
O que dizem os chefs sobre o azeite e o girassol
Apesar do azeite continuar a ser um símbolo da dieta mediterrânica, os especialistas referem que não é a melhor opção para cozinhar a altas temperaturas. O seu ponto de fumo é mais baixo, o que pode levar à degradação dos compostos benéficos quando sujeito a calor intenso.
O óleo de girassol, por sua vez, tem menos nutrientes e é mais suscetível à oxidação, especialmente quando utilizado para fritura ou salteados prolongados.
Tendência crescente na restauração
A crescente popularidade do óleo de abacate reflete uma mudança entre os profissionais da gastronomia, que procuram agora ingredientes que aliem sabor, versatilidade e saúde.
O óleo tem vindo a ser utilizado não só para fritar, como também em preparações mais delicadas, como saladas, molhos ou até pratos crus, onde o seu sabor leve e neutro é uma vantagem.
De produto discreto a protagonista na cozinha
Esta tendência ainda não chegou à maioria das casas portuguesas, mas poderá ser apenas uma questão de tempo. À medida que mais pessoas se preocupam com a saúde e a qualidade da alimentação, o óleo de abacate pode vir a ocupar um lugar central nas despensas nacionais.
E, com mais chefs a recomendá-lo, o caminho parece estar a ser traçado para que este produto antes discreto se torne num novo protagonista à mesa.
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