Numa altura em que se fala muito sobre o aumento do custo de vida em Portugal, muitas famílias portuguesas começaram a abdicar de alguns ‘pequenos luxos’ para poupar algum dinheiro ao final do mês. Muitos deixaram para trás o hábito de tomar uma refeição fora de casa, mas ainda há restaurantes que praticam preços que lhe permitem retomar a tradição de comer fora, mesmo que não seja com a mesma regularidade. Em Lisboa, por exemplo, há um estabelecimento onde pode comer toda a carne que quiser por menos de 20 euros.
O restaurante Picanholo, situado no Cais do Sodré, em Lisboa, tem chamado a atenção pelo seu rodízio de carnes a preços acessíveis. Os clientes podem comer toda a carne que quiserem por apenas 16,90 euros ao almoço durante a semana, tornando-se uma opção atrativa para os apreciadores de churrasco.
O conceito do rodízio brasileiro
O conceito do Picanholo baseia-se na tradição do rodízio brasileiro, onde os cortes são servidos diretamente na mesa sem limites. Entre as carnes incluídas no menu estão a picanha, carne de porco e frango, acompanhadas por arroz branco, feijão com bacon, batata-doce frita, banana frita, farofa e molhos variados.
Preços são mais elevados ao jantar e fins de semana
Ao jantar, o preço do rodízio aumenta ligeiramente para 19,90€, mantendo a mesma proposta de carne à discrição. Durante os fins de semana, o valor fixa-se nos 19,90€. Quem deseja incluir bebidas à descrição pode optar por um pacote de 26,90€.
O restaurante abriu em meados de março e ainda se encontra em fase de soft opening. Segundo Manuel Henrique, gerente do Picanholo, este período serve para ajustar detalhes e garantir uma experiência de qualidade para os clientes. “Queremos fazer as coisas com calma”, afirma em declarações à NiT.
Uma nova identidade após mudanças
O espaço surgiu após a restruturação do antigo Picanha 47, depois de divergências entre os sócios. Samuel Castro, um dos elementos que permaneceu no projeto, decidiu manter o rodízio de carnes, mas introduziu novidades para ampliar a oferta do restaurante.
Uma das principais mudanças foi a criação de salas privadas para grupos. O restaurante tem capacidade para 105 pessoas, mas os grupos estão limitados a 60, sempre com reserva prévia. Uma das salas privadas conta com uma coluna de som, permitindo conectar o telemóvel e criar um ambiente de festa. A decoração também sofreu alterações. O restaurante foi inspirado num ambiente circense, com tecidos vermelhos, veludo e luzes néon, criando um visual arrojado que se destaca na zona do Cais do Sodré.
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Opções para todos os gostos
Apesar do foco na carne, o restaurante também oferece opções para diferentes preferências gastronómicas. “Acrescentámos baos e tofu para conseguir uma maior variedade a todos os que nos visitam”, explica Manuel Henrique à mesma fonte.
Sobremesas com influências orientais
As sobremesas também apresentam influências orientais. Além dos mochis e bolinhos da sorte, o grande destaque é a mousse de chocolate do Dubai, uma sobremesa que tem esgotado diariamente.
A elevada procura pela mousse trouxe desafios logísticos inesperados. A massa kadaiyf utilizada na sobremesa não está disponível em Lisboa, obrigando a equipa a encomendá-la de Faro, numa viagem de 300 quilómetros.
Reservas recomendadas
Com a crescente popularidade do Picanholo, os responsáveis recomendam que os clientes façam reserva com antecedência. Além do espaço interior, o restaurante conta com uma esplanada com 25 lugares que já se encontra aberta ao público.
Uma experiência completa
O Picanholo destaca-se por oferecer uma experiência completa: carnes ilimitadas a preços competitivos, um ambiente diferenciador e um menu diversificado para atender diferentes gostos. Tudo isto tem levado a uma crescente procura pelo restaurante.
Se está à procura de um local para comer sem limites a um preço acessível, o Picanholo pode ser a escolha ideal. No entanto, com o aumento da procura, garantir uma reserva pode ser essencial para evitar filas e longas esperas.
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