As ameixas são um dos frutos mais procurados nos meses de verão e início de outono, mas há sinais que indicam quando não devem ser compradas. O aspeto da casca e a firmeza da polpa são determinantes para garantir a qualidade e o sabor deste alimento, rico em nutrientes e com forte presença na alimentação dos portugueses.
Originária da Ásia, junto ao rio Yangtze, a ameixa conquistou espaço nas mesas europeias há mais de dois mil anos. Hoje, Portugal conta com várias variedades, entre as quais Black Diamond, Larry Ann, Prime Time e Songold, todas apreciadas pelo sabor doce e pela textura suculenta.
No entanto, nem todas as ameixas expostas em supermercados ou mercados estão no ponto ideal de maturação. Reconhecer os sinais certos pode fazer toda a diferença entre uma fruta sumarenta e outra sem qualidade.
Como escolher ameixas de qualidade
De acordo com o Continente, uma das maiores cadeias de hipermercados em Portugal, ao comprar, deve dar preferência a frutos firmes, brilhantes e intactos. Casca baça, presença de manchas ou textura demasiado mole são indicadores de que a ameixa já não está em bom estado.
Quando ainda não estão maduras, o ideal é deixá-las à temperatura ambiente até atingirem o ponto de consumo. Já as mais firmes podem ser colocadas em sacos plásticos na gaveta do frigorífico, onde se conservam entre três a cinco dias.
Outro cuidado essencial é só lavar as ameixas antes de as consumir, evitando que a humidade antecipe a deterioração.
Benefícios nutricionais
A ameixa apresenta baixo valor energético e é rica em fibra, ajudando no trânsito intestinal. Tanto fresca como seca, contribui para o bom funcionamento digestivo.
Contém ainda fito-nutrientes, como flavonoides e compostos fenólicos, responsáveis pela sua ação antioxidante. Estes elementos ajudam a proteger o organismo contra os efeitos nocivos dos radicais livres.
As variedades secas são ricas em vitamina K, fundamental para a coagulação do sangue, e fornecem potássio, mineral associado à regulação da tensão arterial.
Cuidados com o consumo em excesso
Apesar de todos os benefícios, o consumo excessivo de ameixas secas deve ser moderado, devido à elevada concentração de frutose. Este açúcar natural, em quantidades elevadas, pode contrariar o efeito positivo de saciedade e contribuir para o aumento de calorias.
Em contrapartida, a versão fresca, por ser mais leve e com maior teor de água, pode ser incluída sem grande restrição numa alimentação variada.
Receitas e usos versáteis
Além do consumo ao natural, a ameixa é presença frequente em compotas, mousses, gelatinas e tartes. É também ingrediente de pratos tradicionais, como a sericaia com calda de ameixa, típica do Alentejo.
Outras opções incluem gaspacho de ameixa, semifrio fresco ou sobremesas rápidas que agradam a diferentes idades.
Conservação prolongada
Para desfrutar da fruta ao longo do ano, a congelação é uma alternativa prática. Guardadas em sacos ou recipientes adequados, as ameixas podem ser consumidas até 12 meses após a colheita, mantendo grande parte do seu sabor.
Esta técnica ajuda a evitar desperdício e garante que a fruta esteja disponível mesmo fora da época.
Um aliado da saúde diária
De polpa carnuda e sumarenta, a ameixa é considerada um aliado de peso numa dieta equilibrada. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo diário de pelo menos 400 g de fruta e hortícolas, e duas ameixas correspondem a uma porção.
Entre benefícios digestivos, controlo da tensão arterial e ação antioxidante, este fruto confirma-se como um alimento a manter na rotina alimentar.
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