As manchas amarelas em camisas brancas ou peças claras de roupa são um problema recorrente. Normalmente, a solução passa por recorrer à lixívia, mas esse método é agressivo para os tecidos e pode encurtar a vida útil da roupa. Agora, investigadores japoneses anunciaram uma alternativa inovadora que dispensa químicos fortes e consegue resultados eficazes.
A luz como solução inesperada
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, a chave está na utilização de luz LED azul de alta intensidade. Os cientistas testaram o método em diferentes tecidos manchados por substâncias como suor, sumo de laranja e sumo de tomate. O LED azul mostrou ser significativamente mais eficaz do que a simples água ou até a exposição a raios ultravioleta.
O estudo explica que a luz azul, combinada com o oxigénio presente no ambiente, funciona como um agente oxidante capaz de conduzir o processo de fotobranqueamento.
Segundo Tomohiro Sugahara, autor da investigação, esta abordagem evita o recurso a oxidantes químicos fortes usados no branqueamento tradicional, tornando-se mais sustentável e amiga do ambiente.
A origem das manchas amarelas
As manchas surgem devido a compostos produzidos naturalmente pelo corpo, como o esqualeno, um lípido libertado pela pele, e o ácido oleico, presente no suor. Ambos oxidam com o tempo e deixam marcas persistentes nas roupas.
Para simular esse processo, os investigadores aplicaram esqualeno em tecidos de algodão e aqueceram-nos para reproduzir o envelhecimento da mancha. Posteriormente, testaram diferentes tratamentos: peróxido de hidrogénio, luz ultravioleta e LED azul.
Resultados promissores
A análise demonstrou que o LED azul reduziu de forma significativa as manchas, superando os outros métodos. No caso da radiação UV, os resultados foram ainda piores, já que acabaram por surgir novos compostos amarelados.
Outro dado relevante foi a eficácia em tecidos delicados, como seda e poliéster, onde o LED azul conseguiu clarear as manchas sem comprometer a integridade das fibras. O mesmo se verificou em amostras com ácido oleico envelhecido, sumo de tomate e sumo de laranja.
Uma alternativa mais sustentável
A descoberta partilhada pelo Daily Mail abre caminho para novas formas de tratamento de roupa tanto a nível doméstico como industrial. Além de prolongar a durabilidade dos tecidos, esta técnica reduz o impacto ambiental associado ao uso de produtos químicos agressivos.
Ainda em fase de estudo, o método poderá vir a ser adaptado para soluções práticas de limpeza no futuro.
Para já, fica a promessa de que a ciência pode oferecer alternativas mais seguras e eficazes para manter a roupa branca como nova, sem necessidade de recorrer à lixívia.
















