Megan Homme, assistente de bordo norte-americana conhecida no TikTok, condensou anos de erros e acertos numa fórmula simples para quem coloca bagagem no porão: estrutura rígida, cor escura e quatro rodas a funcionar. O objetivo é prático. Minimizar riscos de derrames alheios, reduzir o aspeto de desgaste à chegada e evitar que a mala seja atirada para o interior do avião.
“Sou trabalhadora de companhia aérea e os passageiros só deviam usar um tipo de mala”, resume Megan, ao explicar por que razão privilegia cascos rígidos e rodas em bom estado quando escolhe a sua própria bagagem.
De acordo com Megan, a aprendizagem foi “à custa de experiência real”, da rampa de carga ao tapete de recolha. A lógica, porém, é fácil de aplicar por qualquer viajante antes de comprar a próxima mala.
O que está em causa no porão
No interior do porão circulam dezenas ou centenas de volumes por voo. Quando uma mala se abre ou um frasco se parte, tudo o que está por perto pode ficar afetado. É por isso que o material conta: o tecido absorve e mancha; o casco rígido resiste melhor e limpa-se com maior facilidade.
Segundo relatos de trabalhadores de handling partilhados em fóruns online, há incidentes recorrentes com líquidos e alimentos mal acondicionados. “Partem, vertem, abrem e deixam cheiro”, descreve um desses profissionais. O passageiro que escolhe materiais menos permeáveis tende a sofrer menos com o erro de terceiros.
Material: rígido vence o tecido
As malas de tecido são leves e maleáveis, mas essa vantagem converte-se em fragilidade quando há impactos, superfícies húmidas ou contacto com resíduos. As estruturas mais rígidas, normalmente em policarbonato ou ABS, têm maior tolerância a choques e não absorvem líquidos. Na prática, protegem o conteúdo e poupam tempo na limpeza pós-viagem.
Além disso, a rigidez ajuda a manter o formato quando a mala é prensada entre outras. fechos e costuras ficam menos expostos à tensão e há menor probabilidade de cederem a meio da ligação.
Cor: escuro disfarça o desgaste
O manuseamento deixa marcas. Arranhões, roçadelas e pó de piso técnico tornam-se particularmente visíveis em superfícies claras. Segundo a especialista, optar por uma cor escura reduz o impacto visual dos inevitáveis sinais de uso. Não elimina riscos, mas camufla-os melhor e prolonga o aspeto “novo” da bagagem.
Numa perspetiva de manutenção, tons escuros também toleram limpezas frequentes sem evidenciar descoloração tão cedo.
Rodas funcionais
Para quem carrega e descarrega, rodas funcionais fazem a diferença. Tal como nota o jornal britânico Express, malas com quatro rodas permitem conduzir o volume por rampas e corredores, em vez de o empurrar ou lançar. Isso reduz choques e vibrações, logo, menos stress para o conteúdo.
Se existirem apenas duas rodas, já há alguma ajuda. Sem rodas, resta pegar e atirar curtas distâncias, sobretudo quando a cadência de trabalho aumenta. E há um detalhe raramente lembrado: rodas bloqueadas equivalem, na prática, a não ter rodas. Verificar rolamento e giro antes de cada viagem evita surpresas.
Como fazer a escolha na hora de comprar
Em loja, passe do olhar ao teste: pressione a estrutura e veja se recupera a forma, teste as rodas, verifique costuras, encaixes do trolley e pontos de pega. Confirme fechos e a possibilidade de substituição de rodas mais tarde. Segundo a mesma fonte, são inspeções que demoram minutos e poupam anos de frustração.
No pós-compra, um forro interno simples e sacos para líquidos criam uma segunda barreira. Não substituem um casco rígido, mas reforçam a proteção do conteúdo.
Em resumo, a lição é simples: pensar na resistência da mala é tão importante como pensar no que vai lá dentro.
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