O Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado protege um verdadeiro tesouro de biodiversidade nas águas do Algarve. Conhecido como um paraíso subaquático de acordo com a SIC Notícias, esta área marinha protegida, com 156 quilómetros quadrados, alberga 889 espécies de fauna e flora, assumindo-se como um símbolo de esperança para a conservação dos oceanos e para a sustentabilidade ambiental.
Situado entre as costas de Albufeira, Lagoa e Silves, o parque inclui o maior recife rochoso costeiro do Algarve, conhecido como o maior berçário marinho da região, segundo José Carlos Rolo, presidente da Câmara de Albufeira. Esta é a primeira área marinha protegida criada em Portugal continental no século XXI e estende-se do Farol de Alfanzina até à Marina de Albufeira, alcançando os 50 metros de profundidade.
Apesar de turismo e pesca parecerem atividades em conflito com a proteção ambiental, o parque integra estas práticas desde que sejam sustentáveis. Jorge Gonçalves, biólogo do CCMAR, explica que o parque contribui para o turismo sustentável, regulando a visita às Grutas de Benagil e promovendo iniciativas que visam um turismo “menos massificado, menos ruidoso e mais verde”, incluindo a transição para motores elétricos nos barcos.
A criação do parque foi impulsionada pela sociedade civil, com um processo participativo que durou quase três anos e envolveu mais de 80 entidades. Jorge Gonçalves destacou à Sic Notícias a importância da participação das associações de pescadores, marítimo-turísticas e entidades regionais para garantir uma gestão eficaz e respeitada do espaço.
Portugal já apresentou esta área protegida na COP28, realizada no Dubai, reforçando a sua importância a nível mundial. O biólogo considera o parque uma “conquista das populações, da ciência e de quem quer um futuro melhor e um oceano saudável”, mas alerta para a necessidade de melhorar a comunicação, sinalização e fiscalização da área.

De acordo com o mesmo, o parque carece ainda de maior fiscalização, um ponto frequentemente mencionado pelos pescadores. À data das declarações, em 2024, estavam a ser testadas câmaras de infravermelhos para monitorizar a atividade em tempo real e garantir que apenas pesca autorizada acontece dentro do parque.
O biólogo destacou ainda a importância global do parque ao classificá-lo como um verdadeiro ‘hotspot’ mundial do turismo marinho em declarações à SIC Notícias. O local é ainda descrito por muitos como um “paraíso subaquático”, não só pela riqueza biológica ali presente, mas também pelo potencial do recife como destino de excelência para mergulhadores, investigadores e amantes do mar que procuram experiências autênticas e sustentáveis no Algarve.
Um destes exemplos são as emblemáticas grutas de Benagil, agora incluídas nos limites do Parque. Esta integração trouxe consigo novas regras para preservar o delicado ecossistema da zona. É proibido desembarcar no interior, bem como aceder à gruta a nado ou com equipamentos de flutuação. Foram ainda impostas restrições ao número de embarcações, à duração das visitas e tornou-se obrigatório o uso de colete salva-vidas e capacete nas proximidades das arribas, numa tentativa de equilibrar o turismo com a conservação ambiental.
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