As primeiras vagas de frio em Espanha trouxeram um conselho de manutenção que está a ganhar tração. Não requer aparelhos novos, é rápido de executar e promete melhorar a circulação de calor nos radiadores, ajudando a travar a fatura. O essencial é fazê-lo com o aquecimento desligado e frio, para operar em segurança.
Um truque simples que melhora a eficiência
Num radiador sujo, o pó forma uma barreira que dificulta a circulação do ar quente entre as aletas. Ao remover essa camada, o calor difunde-se melhor pela divisão e reduz-se a tentação de subir o termostato. É uma medida de custo zero e que se pode repetir ao longo do inverno, sobretudo em casas com maior acumulação de poeiras.
Como limpar um radiador em segurança
O procedimento é direto e segue a técnica divulgada pelo diário espanhol 20minutos: com o equipamento desligado e frio ao toque, envolva um pano de microfibras na extremidade de um cabo tipo vassoura, passe-o com cuidado pelo interior e pela traseira do radiador e conclua com o bocal fino do aspirador na parte exterior e junto ao rodapé. Evite líquidos que possam entrar no circuito e, no fim, volte a posicionar o radiador com folga em relação a cortinas e móveis para não bloquear o fluxo de ar.
Quando reforçar a rotina de limpeza
Se há meses que não faz esta manutenção, compense com uma sessão mais demorada e avalie também o estado das grelhas e das saídas de ar. Em sistemas antigos, vale a pena combinar a limpeza com a purga de radiadores para expulsar bolsas de ar e estabilizar a temperatura de superfície.
Temperatura recomendada em casa
A poupança não depende só da limpeza. Segundo a Organización de Consumidores y Usuarios (OCU, associação espanhola de defesa do consumidor), no inverno é razoável manter a casa entre 19 e 21 ºC durante o dia e baixar à noite; cada grau a mais no termostato pode elevar o consumo em cerca de 7%. Em sentido convergente, o Instituto para la Diversificación y Ahorro de la Energía (IDAE, organismo público do Ministério para a Transição Ecológica de Espanha) aponta 21 ºC, com vestuário adequado, como referência de conforto.
Em regra, compensa programar o aquecimento por zonas e horários. Reduzir 1–2 ºC quando a casa fica vazia e voltar a subir pouco antes do regresso ajuda a manter o conforto sem picos de consumo. À noite, uma descida ligeira, conjugada com cortinas fechadas e portas interiores encostadas, limita as perdas térmicas e evita aquecer áreas onde não é necessário.
Outros gestos que reduzem a fatura
Purgar radiadores para eliminar ar no circuito melhora a uniformidade do aquecimento. Não obstruir os painéis com sofás ou estendais evita perdas. Colocar painéis refletores atrás de radiadores voltados para paredes exteriores pode devolver calor à divisão, reduzindo a energia desperdiçada por condução.
Manutenção regular: a limpeza também conta
Guias de eficiência energética recomendam aspirar o pó entre as aletas e usar escovas próprias para radiadores. É uma tarefa de poucos minutos que, repetida com regularidade, ajuda a manter o desempenho sem mexer no termostato.
Quando o truque não chega
Se, apesar da limpeza e das afinações, continua a sentir a casa fria, investigue problemas de base. Uma caldeira sem manutenção periódica, válvulas termostáticas avariadas, isolamento deficitário nas janelas ou paredes sem corte térmico podem anular o efeito de qualquer gesto doméstico. Nestas situações, a intervenção técnica e a melhoria do isolamento tendem a ter maior impacto estrutural.
A regra é simples. Antes de gastar em novos aparelhos, trate do básico. Radiadores limpos, trajetos de ar desimpedidos e temperaturas de referência ajustadas são um bom começo. Se funcionar, poupa de imediato. Se não bastar, terá dados para decidir intervenções com retorno mensurável.
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