As burlas por SMS estão a aumentar e, por vezes, basta um clique num link errado para cair num esquema fraudulento. O fenómeno, conhecido como smishing (uma combinação de “SMS” com “phishing”) tem ganho força nos últimos anos, com mensagens que simulam comunicações de entidades conhecidas, mas cujo objetivo é roubar dados ou instalar software malicioso nos dispositivos móveis.
De acordo com o Portal da Queixa, mais de metade dos consumidores portugueses, cerca de 51 por cento, admitiu ter sido alvo de alguma forma de burla digital em 2024. Dentro desse grupo, 10 por cento referiu ter sido enganado através de SMS ou mensagens por aplicações como o WhatsApp.
Três sinais que denunciam o engano
A maioria destas mensagens segue um padrão semelhante. Segundo o mesmo portal, há três sinais que ajudam a identificar rapidamente se está perante uma tentativa de fraude. O primeiro é a linguagem alarmista, com expressões como “última tentativa”, “acesso bloqueado” ou “responda já”. O segundo passa por analisar o link incluído na mensagem: domínios estranhos, com erros ou terminações incomuns, são um dos truques mais usados. Por fim, qualquer pedido de dados como o PIN, códigos de acesso ou números de cartões bancários deve levantar suspeitas: nenhuma instituição credível pede essas informações por mensagem.
Como deve reagir se receber uma destas mensagens
Se tiver dúvidas sobre a autenticidade de um SMS, o melhor é não clicar em nada. A recomendação da ANACOM é clara: sempre que possível, aceda diretamente ao site oficial da entidade em causa e verifique por lá. Também é possível reportar o caso através da plataforma da própria ANACOM ou, em situações mais graves, contactar o Banco de Portugal ou a Polícia Judiciária.
Outro passo importante é apagar imediatamente a mensagem e bloquear o número do remetente. Caso tenha clicado por engano, é aconselhável usar uma aplicação antivírus para verificar se o dispositivo foi comprometido.
Golpes cada vez mais sofisticados
Explica o site Sapo Tek que estes esquemas têm vindo a tornar-se mais complexos, com recurso a técnicas de engenharia social que exploram momentos de vulnerabilidade ou urgência. Muitos dos SMS chegam durante a noite ou ao fim de semana, precisamente para dificultar a verificação junto das entidades reais.
Além dos CTT, também nomes como a Segurança Social, bancos nacionais ou empresas de entregas têm sido indevidamente usados nestas burlas. Segundo o Jornal de Negócios, o número de queixas relacionadas com smishing duplicou no último ano, o que demonstra a escala crescente deste tipo de crime.
Mais vale desconfiar do que lamentar
Com cada vez mais portugueses a realizar operações bancárias e comunicações através do telemóvel, é fundamental estar atento. Aprender a reconhecer estas tentativas de fraude pode levar ‘apenas três segundos’, mas poupa semanas de complicações.
Partilhar este conhecimento com familiares, sobretudo os mais velhos ou menos habituados à tecnologia, é também uma forma de prevenção. A regra de ouro mantém-se: quando em dúvida, não clique.
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