O final do mês de novembro traz consigo a Black Friday, marcada por uma intensa procura de ofertas que antecedem o Natal. Mas a pressa em aproveitar os preços mais baixos tem sido explorada por burlões, que recorrem a esquemas cada vez mais sofisticados para roubar dados pessoais e bancários.
De acordo com a Women’s Health, revista especializada em lifestyle, os cibercriminosos aproveitam-se do entusiasmo e da pressa para induzir os utilizadores a clicar em links maliciosos.
Fraudes e o fator emocional
Segundo Leyla Bilge, diretora do laboratório de investigação de burlas da empresa de segurança Norton, os burlões exploram o stress, a confusão e as decisões emocionais que surgem nesta época.
Os criminosos não esperam que a pessoa cometa um erro deliberado, mas contam com a falta de concentração e com a urgência na hora de comprar. Qualquer momento de distração pode ser suficiente para que consigam acesso a informações sensíveis.
Um inquérito realizado este ano pela Dynata junto de 1.001 adultos revelou que as pessoas que já foram vítimas de burlas durante promoções sofreram um prejuízo médio de 344,94 euros. Nos casos mais graves, o valor perdido chegou aos 5.000 euros. Segundo a mesma fonte, a época de descontos continua a ser alvo privilegiado de esquemas fraudulentos.
Sinais de alerta e exemplos de burlas
Nem sempre é fácil detetar estas fraudes. Preços demasiado baixos ou promoções com ofertas totalmente gratuitas devem ser encarados com desconfiança.
Algumas plataformas assumem a identidade de retalhistas conhecidos, oferecendo produtos com preços extremamente atrativos e justificações inventadas.
Um caso recente envolveu um site que se fazia passar pela cadeia de supermercados Lidl e anunciava um lote de 28 produtos de bricolage por 93 euros em vez de 3.825 euros, alegando que a empresa estava a reduzir estrategicamente o seu tamanho e precisava de escoar rapidamente o stock.
Além de sites falsos, mensagens e e-mails sedutores são outro veículo comum para ataques. Clicar em links maliciosos pode resultar no roubo imediato de dados bancários ou pessoais. Leyla Bilge alerta que os esquemas se tornam cada vez mais complexos, tirando partido do stress e da pressa que acompanham a compra de prendas de Natal.
Como proteger-se e comprar em segurança
Para minimizar riscos, deve preferir sempre comprar em sites oficiais, evitando clicar em links enviados por e-mail ou redes sociais que prometam descontos fora do comum.
Conferir a legitimidade de promoções junto das páginas oficiais das marcas é fundamental, assim como manter os dispositivos e programas de segurança atualizados.
Tal como refere a Women’s Health, a atenção redobrada é essencial, pois ofertas demasiado boas para serem verdadeiras podem rapidamente transformar-se numa perda significativa.
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