Um estudo recente da Universidade de Cornell revelou que o vírus da gripe das aves H5N1 pode permanecer ativo em certos produtos lácteos durante quase quatro meses. A pesquisa alerta para a possibilidade de que queijos produzidos com leite não pasteurizado conservem partículas virais mesmo após longos períodos de armazenamento, refere o portal ZAP.
A investigação analisou a persistência do vírus em condições de refrigeração a quatro graus. Segundo a mesma fonte, os resultados mostram que as partículas infeciosas podem manter-se ativas durante 120 dias, o dobro do tempo considerado seguro pelas normas norte-americanas para a eliminação de bactérias nocivas.
Queijos de leite cru sob vigilância
O estudo especifica também quais os tipos de queijo mais vulneráveis. Os resultados indicam que variedades com pH entre 5,8 e 6,6, como cheddar e camembert, podem reter o vírus durante o período analisado. Em contraste, queijos mais ácidos, como o feta, neutralizam o vírus de forma eficaz.
O professor Diego Diel, investigador principal, explicou que vacas infetadas com H5N1 podem eliminar grandes quantidades do vírus no leite, que permanece viável quando refrigerado durante longos períodos. A equipa sublinha ainda que o nível de acidez do queijo é determinante para neutralizar a presença viral, segundo a mesma publicação.
Preste atenção à acidez do queijo
Para reduzir os riscos, a equipa recomenda testes ao leite antes da produção e tratamentos a baixa temperatura que inativem o vírus sem alterar a textura e o sabor do queijo, conforme a mesma fonte.
A investigação destaca a necessidade de mais estudos para compreender como as partículas virais interagem com diferentes ambientes de queijo e como pequenas alterações na acidez podem prevenir contaminações futuras.
Consumidores de queijo de leite cru devem ter atenção à acidez do produto. O portal ZAP refere que variedades mais ácidas apresentam menor risco de persistência do vírus, enquanto queijos com pH menos ácido exigem maior cuidado.
Atualização de práticas de segurança alimentar
O estudo reforça a importância de atualizar práticas de segurança alimentar e normas de maturação para produtos de leite cru, demonstrando que fatores, como acidez e temperatura, desempenham um papel crucial na eliminação de patógenos.
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