Muitas vezes vista como um alimento perfeito, a fruta é repleta de benefícios para a saúde. No entanto, a forma como é consumida pode influenciar o organismo de maneiras inesperadas. De acordo com o jornal espanhol 20Minutos, especialistas sublinham que até os hábitos mais saudáveis devem ter em conta o momento do dia em que se comem certos alimentos.
A Organização Mundial da Saúde recomenda cinco porções de fruta por dia e não há dúvidas de que este grupo alimentar deve estar presente em qualquer dieta equilibrada. Ainda assim, nem todas as frutas produzem os mesmos efeitos se forem consumidas à noite, pouco antes de dormir.
Entre as variedades mais apreciadas no verão, destacam-se o melão, a melancia, o abacaxi e o abacate. Estas frutas frescas e populares costumam ser presença assídua em saladas, sobremesas ou simplesmente ao natural. Mas, segundo especialistas, a sua ingestão noturna pode gerar alguns incómodos.
Alerta de um especialista
O médico José Manuel Felices, conhecido como “Doctor Felices” nas redes sociais, explicou num vídeo que, embora estas frutas sejam saudáveis, não são ideais antes de deitar. A razão prende-se com a digestão e os efeitos que podem ter durante o descanso.
No caso do abacaxi, recorda que a sua acidez pode causar azia ou refluxo em pessoas mais sensíveis. Apesar de ser antioxidante e digestivo, torna-se menos aconselhável à noite.
Melão e melancia: hidratação a mais
Quando se fala em melão e melancia, o problema não está no sabor ou nos nutrientes, mas no excesso de água que contêm. Estas frutas são altamente hidratantes, mas se forem ingeridas antes de dormir aumentam a probabilidade de ter de interromper o sono para ir à casa de banho.
O especialista destaca que este simples detalhe pode prejudicar a qualidade do descanso, especialmente em quem já sofre de sono leve ou desperta facilmente durante a noite.
Já o abacate, por sua vez, apresenta outro desafio: a digestão mais lenta. Rico em gorduras saudáveis e em tirosina, um aminoácido associado a processos metabólicos, pode tornar a refeição mais pesada se for consumido tarde.
O resultado, em muitos casos, é a sensação de enfartamento que atrapalha o sono e torna a noite menos reparadora. Daí a recomendação para privilegiar o seu consumo em refeições diurnas.
Então, quando comer estas frutas?
O conselho do médico é simples: não é preciso eliminá-las, apenas escolher melhor o momento do dia. O ideal é incluí-las ao pequeno-almoço, ao almoço ou nos lanches da tarde, quando o organismo está mais ativo e apto a processar os nutrientes.
Assim, aproveitam-se todos os benefícios sem comprometer o descanso noturno. Comer fruta continua a ser uma escolha acertada, desde que adaptada ao ritmo do corpo.
Alternativas recomendadas para a noite
Se algumas frutas não são aconselhadas antes de dormir, outras ganham destaque como boas aliadas para o descanso. Entre elas estão os pistácios, ricos em melatonina e magnésio, que ajudam a regular o sono.
Também a banana se revela útil nesse sentido, graças à combinação de triptofano, magnésio e potássio, que favorece a produção de serotonina e melatonina, duas substâncias ligadas ao relaxamento.
O papel dos horários
Mais do que proibir alimentos, a questão passa por adaptar os horários. Comer demasiado tarde, mesmo pratos considerados saudáveis, pode comprometer a qualidade do sono. O que está em causa é a forma como o organismo reage a determinados nutrientes e à digestão.
Assim, a moderação e a escolha consciente dos alimentos à noite podem ser determinantes para garantir um descanso profundo e contínuo.
Uma escolha diária
Comer fruta nunca deixará de ser um hábito saudável. Mas é importante perceber que, tal como em tudo, o contexto conta. Não se trata de transformar determinados alimentos em “proibidos”, mas de encontrar o momento certo para consumi-los.
De acordo com o 20Minutos, O equilíbrio continua a ser a chave. Aproveitar as frutas de verão durante o dia e reservar para a noite aquelas que favorecem o relaxamento é a forma mais prática de conciliar saúde e descanso.
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