Durante a noite, o que parecia ser um simples voo de regresso ao Reino Unido transformou-se num cenário de pânico. Um alerta inesperado a bordo obrigou à evacuação de emergência de um avião ainda na pista, no aeroporto de Palma de Maiorca, em Espanha, com dezenas de passageiros a fugirem desordenadamente.
O incidente ocorreu no aeroporto de Palma, em Maiorca, pouco depois da meia-noite do último sábado, dia 5 de julho. O voo, operado pela Ryanair e com destino a Manchester, viu-se interrompido antes mesmo da descolagem. De acordo com o The Sun, uma indicação de alarme a bordo terá levado a tripulação a ordenar uma evacuação imediata da aeronave.
Saltos da asa e correria na pista
Imagens partilhadas nas redes sociais mostram passageiros a saltar da asa do avião diretamente para a pista, enquanto bombeiros e elementos da polícia aeroportuária se apressavam a chegar ao local. Ainda segundo a mesma fonte, o alerta foi comunicado aos serviços de emergência pelas 00:36 h, originando a mobilização de quatro ambulâncias e várias unidades de suporte avançado e básico de vida.
No total, 18 pessoas necessitaram de assistência médica e seis acabaram transportadas para hospitais locais. Conforme a mesma fonte, três dos feridos foram encaminhados para a Clínica Rotger e outros três para o Hospital Palmaplanas.
Fraturas, quedas e um único quarto disponível
Entre os passageiros encontrava-se Savanah, de 26 anos, residente em Whitefield, Manchester. A jovem, que viajava com a mãe, uma amiga e a mãe desta, relatou os momentos de pânico vividos a bordo. “Estávamos sentados, prestes a partir, quando ouvimos um estrondo. De repente, toda a gente gritava e corria”, contou ao Manchester Evening News, citado pelo The Sun.
A mãe de Savanah sofreu uma fratura tripla no tornozelo e teve de ser operada. Já a mãe da amiga fraturou o cotovelo, o pulso e o pé. Savanah e a amiga também sofreram lesões ligeiras no ombro e no joelho, respetivamente. A mesma fonte escreve que o grupo teve de esperar por assistência num espaço com apenas “um único quarto”, o que terá dificultado o atendimento inicial.
Evacuação sem escorregas?
Segundo o relato de Savanah, muitos passageiros saíram pela asa, uma vez que “não havia escorregas”. Esta afirmação contrasta com a posição oficial da Ryanair, que garante que os passageiros foram desembarcados “usando os escorregas infláveis”.
Explica o jornal britânico que um vídeo filmado no local mostra, de facto, alguns passageiros a usar os escorregas de emergência do lado oposto do avião, enquanto outros, sem essa opção visível, optaram por sair pelas asas.
Tripulação em choque
Outro testemunho recolhido pelo The Sun relata que parte da tripulação não terá reagido de forma eficaz ao alarme. A mãe de uma passageira disse que a filha ouviu uma assistente gritar para os passageiros saírem, enquanto outra ficou “paralisada” pela situação, sem saber o que fazer.
O episódio deixou marcas também do lado de fora do avião. A mesma mãe recordou uma chamada da filha: “Ela disse-me: ‘Mãe, estou a tentar sair pelo escorrega, pode ser que não sobreviva. Amo-te’”.
Alerta falso interrompe descolagem
De acordo com a Ryanair, o voo interrompeu a sua partida devido a uma “falsa indicação de luz de alerta de incêndio”. O porta-voz da companhia aérea afirmou ainda que “um pequeno número de passageiros sofreu ferimentos muito ligeiros, como entorses”, tendo sido imediatamente solicitado apoio médico.
Sem telemóvel, sem regresso
Durante a evacuação, a mãe de Savanah perdeu o telemóvel. A filha tentou recuperá-lo, mas foi impedida, uma vez que, segundo os responsáveis no local, o avião ainda poderia “pegar fogo”. A jovem relatou também a falta de apoio após o incidente: “não recebemos qualquer suporte quando chegámos ao terminal.”
A Ryanair não esclareceu até ao momento a origem do alerta de incêndio nem comentou os relatos sobre a ausência de escorregas de um dos lados da aeronave.
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Veja aqui o vídeo:
















