No centro histórico de Évora, cidade alentejana que é Património da Humanidade, ergue-se uma obra de engenharia que surpreende por uma particularidade rara: casas foram construídas entre os arcos do aqueduto. De acordo com jornal 20minutos, esta adaptação popular remonta à Idade Média e reflete como a população aproveitou o espaço disponível, transformando um monumento funcional em parte do tecido urbano da cidade.
Évora oferece, assim, uma combinação de utilidade e habitação. Segundo a mesma fonte, o Aqueduto da Água de Prata, iniciado em 1532, percorre 18 quilómetros desde a Quinta do Divor até ao centro da cidade, incorporando casas que se fundem com a estrutura sem comprometer a sua função de conduzir água.
Ruas e praças históricas
A melhor forma de conhecer Évora é a percorrer as suas ruas estreitas e empedradas. Acrescenta a publicação que a Praça do Giraldo funciona como ponto central, rodeada de cafés, lojas e esplanadas, e serve como ligação para monumentos, como a Sé Catedral, o Templo Romano e a Igreja de São Francisco.
O Templo Romano, agora considerado ser dedicado ao imperador Augusto, destaca a herança histórica da cidade. Conforme a mesma fonte, cada monumento, praça e rua transmite a diversidade de culturas que moldaram Évora ao longo de séculos.
O aqueduto e a vida entre arcos
O Aqueduto da Água de Prata não é apenas uma estrutura de abastecimento de água. Refere o 20 minutos que, ao longo dos séculos, várias famílias ergueram habitações entre os arcos, criando um cenário único no património mundial. As casas inseridas nas arcadas demonstram a adaptação da cidade às necessidades habitacionais, sem comprometer a monumentalidade da obra.
O aqueduto inclui ainda elementos renascentistas, como o Fecho Real e a Caixa de Água, que completam o conjunto arquitetónico. A estrutura mantém a sua função original e é classificada como Monumento Nacional desde 1910.
Património e turismo
Visitar Évora permite combinar história, arquitetura e lazer. Escreve o jornal que o Museu de Évora, a antiga Universidade e a Fundação Eugénio de Almeida são exemplos de espaços culturais essenciais, complementando a experiência de percorrer ruas e monumentos.
Além disso, a cidade oferece miradouros e jardins, como o situado junto às muralhas romanas, que proporcionam vistas panorâmicas sobre a planície alentejana, segundo a mesma fonte. A harmonia entre história e natureza torna a visita ainda mais rica.
Quanto ao alojamento, o jornal espanhol 20minutos recomenda o Vila Galé Évora, que “alia conforto e tradição cultural”. Acrescenta a publicação que o hotel dispõe de 185 quartos, restaurantes, piscinas, ginásio e spa, funcionando como base ideal para explorar o centro histórico e arredores.
Évora consegue assim integrar funcionalidade, história e habitação de uma forma singular. O aqueduto com casas entre arcos é um testemunho da criatividade urbana e da capacidade de adaptação da cidade ao longo dos séculos.
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