Portugal vai receber a sua primeira piscina de ondas para surf, localizada em Óbidos, com inauguração prevista para o final de 2026. O projeto é da Surfers Cove e será a primeira estrutura do género na União Europeia, utilizando a tecnologia Wavegarden. Os bilhetes para acesso às sessões irão variar entre 45 e 120 euros, dependendo da época do ano e do nível de dificuldade.
De acordo com o portal New in Oeste, a apresentação oficial do projeto realizou-se na última quarta-feira, 1 de outubro, junto ao Royal Óbidos Scenic Resort. O evento contou com a presença de investidores, responsáveis do setor do surf e autoridades locais, incluindo o surfista Kanoa Igarashi e o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias.
Complexo inovador e diversificado
A infraestrutura ocupará cinco hectares e terá como destaque uma piscina de 1,3 hectares equipada com 46 módulos da tecnologia Wavegarden Cove. Segundo a mesma fonte, será possível gerar até 1.000 ondas por hora, com mais de 25 tipos diferentes, adaptados a surfistas iniciantes e experientes.
Além da piscina, escreve o mesmo site que o Surf Village incluirá um aldeamento turístico de quatro estrelas, com 56 bungalows e capacidade para 144 camas. O espaço contará ainda com restaurante, loja de surf, skate parks, campos de padel e ténis, ginásio e escola de surf.
Acessibilidade e treino para todos
Marcelo Martins, Surf Operations Manager da Surfers Cove, explicou na apresentação do projeto que o complexo foi concebido para famílias e novos praticantes, permitindo iniciar crianças no surf num ambiente seguro. Acrescenta a publicação que os atletas poderão treinar de forma consistente, sem depender das condições do oceano.
O surfista Kanoa Igarashi destacou a vantagem da piscina para treino intensivo, explicando que já surfa até 100 ondas por dia numa estrutura semelhante, algo que demoraria uma semana no mar. Refere a mesma fonte que esta consistência será útil para atletas de alta competição e jovens talentos.
Preços e horários das sessões
Conforme a New in Oeste, os bilhetes de acesso terão preço médio de 65 euros. No verão, uma sessão com ondas de maior dificuldade poderá custar cerca de 120 euros, enquanto no inverno o preço desce para aproximadamente 45 euros.
Pedro Dias destacou que o projeto reforça Portugal como destino de surf durante todo o ano e é exemplo de boa aplicação de fundos comunitários no âmbito do programa Compete 2030. Acrescenta a publicação que a Surf Village irá também contribuir para o desenvolvimento turístico e económico da região Oeste.
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